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Bolsonaro apoia Guaidó mas nega intervenção militar na Venezuela

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Reuters
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O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, admitiu que intervenção militar na Venezuela é um cenário com uma "probabilidade perto de zero", depois de perguntado pelos jornalistas se iria ajudar Guaidó a desgovernar Nicolás Maduro.

Jair Bolsonaro, depois de perguntado pelos jornalistas sobre a possibilidade de ajudar Juan Guaidó com força militar, respondeu que a ideia "não existe", e que a possibilidade de tal acontecer "é próxima de zero". O presidente brasileiro admitiu também que "outros atores estão nesse circuito", dando o exemplo dos EUA e da Rússia.

O presidente brasileiro diz-se, no entanto, preocupado com a situação, a nível económico. Bolsonaro diz que "o preço do petróleo deverá aumentar" e o Brasil tem de estar preparado, "devido à política da Petrobras de não intervenção" do lado da presidência.

O Presidente do Brasil já tinha mostrado solidariedade ao povo da Venezuela, considerando o seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, um ditador, que escraviza a sua própria população.

Eduardo Bolsonaro, filho do chefe de Estado brasileiro, que atualmente preside à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados (câmara baixa parlamentar) do país também usou as redes sociais para dizer que torce para que Nicolás Maduro saia do cargo.

Eduardo Bolsonaro esteve na cidade brasileira de Pacaraima numa vista oficial as instalações da Operação Acolhida - criada pelo Exército brasileiro com o apoio da Organização das Nações Unidas para atender os imigrantes venezuelanos.

O Governo brasileiro manifestou publicamente a oposição ao regime de Maduro, tendo ainda apoiado oficialmente o autoproclamado Presidente da Venezuela, Juan Guaidó.

Guaidó anunciou no dia 30 de abril, através das redes sociais, que os militares deram "finalmente e de vez o passo" para o acompanhar e conseguir "o fim definitivo da usurpação" do Governo do Presidente Nicolás Maduro.

"O 01 de maio, o fim definitivo de usurpação começou hoje", disse Guaidó num vídeo publicado na sua conta na rede social Twitter, no qual se viu acompanhado por um grupo de soldados na base de La Carlota, a leste de Caracas.

O Governo do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou, por seu lado, que enfrentou um golpe de Estado, de "um reduzido grupo de militares traidores" que estariam neutralizados.