Trump e Bolsonaro transmitem apoio a Guaidó

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EUA e Brasil apoiam movimento de transição de poder lançado pelo líder da oposição venezuelana Juan Guaidó. ONU pede a oposição e regime para evitarem recurso à violência

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No exterior da embaixada venezuelana, em Washington, apoiantes do líder da oposição Juan Guaidó; no interior da delegação diplomática, defensores do presidente Nicolás Maduro. Regularmente acusados de ingerência por Caracas, os Estados Unidos voltaram a expressar o apoio à transição de poder na Venezuela e o presidente Donald Trump disse, no Twitter, que o país "está do lado do povo da Venezuela e da sua liberdade".

O seu Conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton, referiu que os militares venezuelanos que apoiam Guaidó têm o dever de defender a Assembleia Nacional na luta contra a usurpação da democracia. Bolton frisou que o principal objetivo dos Estados Unidos é "a transição pacífica de poder", mas acrescentou que, tal como já indicou Trump, "todas as opções estão na mesa".

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, também recorreu ao Twitter, para se dizer "solidário com o sofrimento do povo da Venezuela", que afirmou estar "escravizado por um ditador" apoiado pelos partidos da esquerda brasileira.

Na Rússia, que apoia o regime de Caracas, o ministério dos Negócios Estrangeiros acusou a oposição venezuelana de recorrer à violência, enquanto o presidente Vladimir Putin debatia a situação com o Conselho de Segurança russo.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou a ambas as partes envolvidas para evitarem o recurso à violência. O seu porta-voz, Stephane Dujarric, precisou que as Nações Unidas estão a apelar a todos os envolvidos para "exercerem um máximo de contenção, [...] dando passos imediatos para restabelecer a calma".

Na Europa multiplicam-se os apelos a uma solução pacífica, ao mesmo tempo que o governo português ativava mecanismo de apoio aos emigrantes a pedia à comunidade portuguesa na Venezuela para adotar uma posição prudente face à situação no país.

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