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Guaidó apela a uma "revolução pacífica"

Guaidó apela a uma "revolução pacífica"
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REUTERS/Carlos Jasso
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Um primeiro de maio de revolução. Juan Guaidó promete voltar à ruas na Venezuela. Declaração feita após os confrontos contra o regime de Nicolás Maduro que marcaram esta terça-feira .

O presidente da Assembleia Nacional e autoproclamado chefe de Estado interino teve pela primeira vez alguns militares ao seu lado, mas faz um apelo ao povo venezuelano:"Vamos vamos voltar à rua nos pontos de encontro que definimos em todo o território nacional. Por toda a Venezuela, estaremos nas ruas", afirma.

Para Guaidó, "na Venezuela, não há possibilidade de um golpe de Estado, a não ser que me queiram prender. Hoje, há a possibilidade de uma revolução pacífica".

O regime está a tratar a operação organizada por Guaidó como uma tentativa de golpe de Estado. Nicolás Maduro garante que os focos de insurreição foram travados e pede agora justiça. "Há que identificar todos os que dispararam, encontrá-los e levá-los à Justiça. Entregá-los ao Ministério Público e aos Tribunais. Há vídeos de tudo. Sabemos quem são e temos de os encontrar. Não pode haver impunidade. Tem de haver Justiça para haver paz na Venezuela", diz o presidente venezuelano.

Tudo indica que Nicolás Maduro mantém o controlo dos militares. O opositor venezuelano Leopoldo López, que cumpria uma pena de cerca de 14 anos de prisão domiciliária, foi libertado e surgiu no início da ação junto de Juan Guaidó. Lopez e a família refugiaram-se entretanto na Embaixada de Espanha em Caracas.