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Procurador-geral dos EUA cancela audição na câmara baixa

Procurador-geral dos EUA cancela audição na câmara baixa
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O procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, cancelou a audição prevista para esta quinta-feira na Câmara dos Representantes. O cancelamento acontece depois de na quarta-feira ter sido ouvido na comissão judiciária do Senado norte-americano, controlado pelos republicanos.

Na câmara alta do Congresso, Barr rejeitou as críticas dos democratas sobre a decisão de ilibar o Presidente Trump do crime de obstrução à Justiça e apontou o dedo ao procurador especial Robert Mueller por não ter chegado a uma conclusão sobre o assunto na investigação à ingerência russa nas eleições americanas de 2016.

Os democratas já pediram a demissão de Barr, mas a conselheira do presidente, Kellyanne Conway, defendeu-o: "Penso que algumas pessoas começam a parecer desesperadas, sobretudo os partidários no Capitólio. Devem estar furiosos com o Bob Mueller por não estar a cumprir as suas ordens e não estar a produzir os bens que eles prometeram aos americanos nos últimos dois anos e meio: bens russos, conluio russo, conspiração criminosa, crimes.

Mas há quem, como o professor da Universidade de Chicago, William Howell, acuse Barr de ter parecido mais o advogado do presidente dos Estados Unidos do que o procurador-geral. "Tendo em conta que estamos preocupados com a integridade do Gabinete do Procurador-Geral e preocupados com a sua independência face ao presidente, quer do Gabinete quer do Departamento de Justiça, ele portou-se de uma forma que corroeu as perceções públicas dessa independência. E isso é algo que vai ter de ser reparado nos meses e anos que aí vêm", realçou Howell.

O procurador especial Robert Mueller aceitou testemunhar no Congresso norte-americano este mês, mas a data ainda não foi definida.