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Guaidó nas ruas e Maduro com os militares

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Depois de convocar uma greve progressiva na administração pública, Juan Guaidó marcou novas manifestações e vigílias para o fim de semana

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Leopoldo López garante que não vai vai entregar-se às autoridades venezuelanas. À porta da Embaixada de Espanha em Caracas, onde está refugiado desta terça-feira (30), o líder da oposição afirmou que não tem medo da prisão e que a queda de Maduro é "irreversível".

_"Não quero voltar para a prisão, que é um inferno. Mas quero dizer que não tenho medo da prisão e que não tenho medo de Maduro. Não tenho medo da ditadura. Não tenho medo de nenhuma das armas repressivas que Maduro tem hoje à disposição e que são a única coisa que lhe resta. E nem isso ele tem consolidado para poder intimidar”.
_

Nicolás Maduro ordenou a detenção de Leopoldo López por ter violado a prisão domiciliária. Na resposta aos opositores do país, desfilou ao lado das Forças Armadas que confirmaram a lealdade ao atual presidente.

Para Ernesto Pascual, Professor na Universidade Aberta da Catalunha, os militares ainda não têm incentivos para deixar de apoiar Maduro.

“Os militares só se juntam aos Estados Unidos se algo acontecer, por exemplo, se Maduro decidir deixar o país. Neste momento, têm o controlo e a distribuição de alimentos e o controlo e exploração do petróleo. Por enquanto, não têm incentivos para abandonar Maduro".

Depois de convocar uma greve progressiva na administração pública, Juan Guaidó marcou para hoje assembleias para definir os próximos passos da luta da oposição e novas manifestações e vigílias para o fim-de-semana.

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