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May e Corbyn jogam partida decisiva

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De  Nara Madeira
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May e Corbyn jogam partida decisiva
Direitos de autor  REUTERS/Hannah Mckay

A reviravolta que acabou com a vitória do Liverpool sobre o Barcelona, na Liga dos Campeões, inspirou e acendeu o debate na Câmara dos Comuns, com ataques, espirituosos, do líder dos Trabalhistas e defesas por parte da primeira-ministra britânica. Fair-play q.b., mas com remates certeiros:

"Falando do incrível desempenho do Liverpool, na noite passada, talvez a primeira-ministra pudesse tirar algumas lições com Jurgen Klopp sobre como tirar um bom resultado na negociação com a Europa", brincou Jeremy Corbyn.

"Eu acho, quando olhamos para a vitória do Liverpool sobre o Barcelona na noite passada, que ela mostra que quando todos dizem que está tudo acabado, que fomos batidos pela oposição europeísta, e que é hora de admitir a derrota, afinal ainda podemos garantir o sucesso se nos mantivermos juntos", deixou no ar a primeira-ministra.

May e Corbyn tentam, há muito, concertar posições. Mas mesmo que cheguem a acordo a divisão no seio das formações de ambos prenuncia um novo "não" no Parlamento. Ainda assim, um segundo referendo não é opção.

"Em relação à questão sobre um segundo referendo, o meu ponto de vista permanece, absolutamente, inalterado, não vou mudar a minha resposta que é que devemos fazer o que foi decidido no primeiro referendo", afirmou a chefe do executivo.

Mas com ou sem novo referendo a liderança de Theresa May continua a ser posta em causa mesmo no seio do Partido Conservador. Há quem peça sangue novo em cena:

"Não estará na hora de se afastar e deixar alguém novo liderar o nosso partido, o nosso país e as negociações?" - Questiona a deputada conservadora Andrea Jenkyns.

"Na verdade, não sou eu que estou aqui em causa. Se fosse uma questão sobre mim e o meu voto, já teríamos deixado a União Europeia", frisou May.

Theresa May mantém-se de pedra e cal na liderança do executivo britânico e do partido Conservador e garante que ainda pode virar o jogo. Isto apesar do cartão vermelho apresentado pelos britânicos nas eleições locais, do qual também não escapou o adversário Trabalhista.