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Líderes da UE já debatem escolhas para altos cargos

Líderes da UE já debatem escolhas para altos cargos
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REUTERS/Wolfgang Rattay/File Photo
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Um banho de multidão entusiasmada não é a imagem mais habitual numa cimeira da União Europeia, mas foi assim que os líderes foram recebidos para uma reunião informal em Sibiu, na Roménia.

No Dia da Europa, celebrado a 9 de maio, a discussão visa definir a reforma do projeto europeu e conversar sobre nomes para os altos cargos após as eleições para o Parlamento Europeu, no final do mês.

O processo baseado nos cabeças-de-lista dos partidos não convence o presidente francês, Emmanuel Macron: "Eu não acredito que seja o caminho certo, não até termos listas transnacionais".

O presidente francês considera que, por agora, se deve respeitar o tratado da União Europeia que dá essa prerrogativa aos chefes de Estado e de governo, embora o Parlamento Europeu tenha de confirmar os nomeados.

Candidato do PPE em busca de apoios em Sibiu

Por enquanto, os chamados candidatos principais das várias bancadas continuam a fazer campanha e o nomeado pelo Partido Popular Europeu foi tentar obter aliados.

"Pode optar-se por uma Europa de esquerda ou de extrema-direita, ou pode-se votar nos membros do Partido Popular Europeu (PPE), que é de centro e respeita os valores democratas-cristãos. Essas são as opções na mesa e as pessoas vão decidir", afirmou Manfred Weber.

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, cujo partido pertence a esta família do centro-direita, retirou o apoio a Weber, o que pode diminuir as possibilidades do PPE voltar a ser a maior bancada no Parlamento Europeu.

Mas o político alemão tem outros aliados, tais como Antonio Tajani, presidente do Parlamento Europeu: "O meu candidato à presidência da Comissão Europeia é Manfred Weber, é ele que vou apoiar".

Além da contagem de espingardas para os altos cargos, os líderes da UE vão assinar uma declaração política com 10 compromissos para o futuro.

O documento será, formalmente, adotado numa cimeira ordinária, em Bruxelas, em Junho, já depois de se conhecerem os vencedores e os vencidos das eleições.