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Kepa defende penálti de Paciência e confirma Chelsea-Arsenal na final

Guarda-redes do Chelsea brilhou nos penáltis e equipa agradeceu-lhe
Guarda-redes do Chelsea brilhou nos penáltis e equipa agradeceu-lhe -
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REUTERS/Hannah Mckay
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Kepa Arrizabalaga tornou-se no último verão no mais caro guarda-redes da história do futebol mundial, depois do Chelsea FC o ter ajudado a acionar a cláusula de rescisão de €80 milhões junto do Athletic de Bilbao.

Até esta semana, Kepa, de apenas 24 anos, ainda não tinha justificado esse valor e chegou mesmo ser criticado devido ao alto valor pago e a algumas exibições menos conseguidas.

Esta quinta-feira, porém, Kepa tornou-se herói e juntou ao nome à lista dos "blues" consagrados.

No desempate por grandes penalidades, da meia-final da Liga Europa diante do Eintracht de Frankfurt, defendeu os derradeiros dois pontapés da equipa alemã, o último pelo português Gonçalo Paciência, e abriu o passaporte para a final de Baku, carimbado por Eden Hazard.

Ao nulo de Frankfurt, o Chelsea não respondeu melhor em Londres. Num jogo intenso, ficam para a memória os golos de Ruben Loftus-Cheek para os ingleses, aos 28 minutos, e de Luka Jovic para os alemães, aos 49.

Em 120 minutos de futebol, foram muitas as oportunidades de parte a parte, com alguns lances de golo a terminarem com cortes sobre a linha de golo por defesas, sobretudo os de David Luiz e de Davide Zappacosta, ambos do Chelsea, na primeira parte do prolongamento.

Nos penáltis, o primeiro a falhar foi o espanhol César Azpilicueta, para os ingleses - Kevin Trapp defendeu. À quarta série, foi a vez do austríaco Martin Hintereger esbarrar literalmente a bola nas pernas de Kepa, que se manteve no meio da baliza.

Na quinta e decisiva série, o Gonçalo Paciência marcou com força e colocação, mas o espanhol estirou-se bem e deu a Eden Hazard a oportunidade de confirmar a qualificação do Chelsea para a final. O belga não a desperdiçou e acabou com o sonho dos carrascos do Benfica na prova de disputar o troféu na final de Baku, no Azerbaijão, a 29 de maio.

Nas declarações após o jogo, o treinador do Chelsea lembrou a final da Taça da Liga inglesa perdida para o Manchester City no final de fevereiro e diz que é tempo dos "blues" ganharem algo.

"O nosso grupo merece vencer. Tivemos alguns problemas há três meses e aqui, em Inglaterra, se estás com problemas, como o nível dos adversários é muito alto, não é fácil ultrapassar as dificuldades. Desta vez conseguimos e agora merecemos ganhar este troféu", disse Maurizio Sarri.

Demasiado Arsenal para o Valência

Na outra meia-final, o Valência tinha uma tarefa complicada depois da derrota (3-1) da primeira mão. Em dia de 32.° aniversário, porém, o lusodescendente Kevin Gameiro surgiu determinado em inverter o destino traçado ao emblema espanhol, concretizando uma grande jogada de contra-ataque, que passou também pelos pés do português Gonçalo Guedes.

O internacional francês abriu o marcador aos 11 minutos, mas Pierre-Emerick Aubameyong também se mostrou determinado em manter o Arsenal no controlo do marcador e empatou passados apenas seis minutos.

A abrir a segunda parte, tudo ficou mais difícil para o Valência, com o também internacional francês Alexandre Lacazette a fazer o gosto ao pé, num excelente movimento.

Os espanhóis voltaram à discussão da partida com o bis de Gameiro, aos 58. Ainda havia muito tempo para inverter a eliminatória ou... para confirmar o desfecho anunciado.

Aubameyong assumiu-se o "homem do jogo", conseguindo um "hat-trick" com golos aos 69 e 88 minutos.

Para o treinador dos "gunners", agora falta o mais difícil.

"O nosso sucesso ainda não foi concretizado. Temos mais um degrau: jogar a final. Estamos contentes, mas sabemos também que vai ser difícil vencer. Não é fácil jogar finais", afirmou Unai Emery, que volta a disputar o troféu da Liga Europa depois de já o ter ganho em 2014, 2015 e 2016 pelo Sevilha.

Curiosidades

Com o apuramento do Chelsea minutos depois do Arsenal e a Liga dos campeões a ser decidida este ano por Liverpool e Tottenham, esta é a primeira época em que as finais da UEFA serão disputadas por clubes da mesma federação, no caso a inglesa, o que também é irónico sendo este, ainda por confirmar, o ano do "brexit".

Em 1990, a Itália também teve quatro finalistas em provas da UEFA, mas na altura ainda existia a Taça das Taças, com o Benfica, de Portugal, a perder diante do AC Milan, a final da Liga dos Campeões; e o Anderlecht, da Bélgica, a perder a final da Taça das Taças para a Sampdoria.

Outra curiosidade: no primeiro ano de implementação do videoárbitro nas provas de clubes da UEFA, são os ingleses quem mais beneficiam das novas tecnologias.

A final de Baku será o terceiro dérbi londrino entre Chelsea e Arsenal nas provas europeias, depois do encontro nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, em 2003/2004, favorável aos "blues" (1-1 em Stamford Bridge e 1-2 no Highbury.)

Nos duelos desta época, na Liga inglesa, o Chelsea venceu em casa o Arsenal, por 3-2, e perdeu no Estádio Emirates, por 2-0.