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Rumo às eleições europeias: A complicada relação da Hungria com os fundos europeus

Rumo às eleições europeias: A complicada relação da Hungria com os fundos europeus
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A euronews visitou dois projetos financiados por Bruxelas e os resultados não podiam ser mais distintos

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Desde que a Hungria se juntou à União Europeia já recebeu mais de 4 mil milhões de euros de Bruxelas. A euronews esteve na cidade de Hatvan, a cerca uma hora de Budapeste, para saber como é que o país tem vindo a usar os fundos europeus. O primeiro exemplo não é animador.

Trata-se de uma pista de BMX financiada em 3 milhões de euros pela União Europeia. Aparentemente não é usada, está em mau estado de conservação e ninguém parece ocupar-se da manutenção. Tentámos chegar à conversa com os habitantes locais mas ninguém se mostrou disposto a falar para a câmara. Alguns jovens, no entanto, disseram-nos que usavam outras pistas, mas não esta porque era demasiado perigosa e uma pessoa tinha-se lesionado com gravidade.

Obviamente que também existem exemplos na Hungria onde os fundos europeus foram muito mais bem gastos. Também estivemos numa adega em Soltvadkert que usou dinheiro da União Europeia para aumentar a capacidade de produção e tornar-se mais eficiente.

A Adega Frittmann começou por ser um negócio de família de dois irmãos e emprega atualmente 22 pessoas. Desde que a Hungria entrou na União Europeia, já recebeu aproximadamente 800 mil euros de fundos de desenvolvimento.

János Frittmann é coproprietário da empresa e refere que "os fundos europeus foram essenciais para comprar novas máquinas e equipamento moderno" e que isso os "tornou mais competitivos e ajudou-os a conquistar novos mercados."

Os dois projetos visitados pela euronews não podiam ser mais diferentes. Será que os húngaros se preocupam com o destino dos fundos europeus?

Para o jornalista da euronews em Budapeste, Gabor Tánács, a resposta é simples:

"Penso que os eleitores húngaros, em geral, encaram este dinheiro como um presente. Não se preocupam muito porque é melhor isto que nada e pensam que a má utilização dos fundos se irá manter independentemente de quem ganhar as eleições."

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