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Plano de Trump para a imigração alvo de protestos

Plano de Trump para a imigração alvo de protestos
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Passaram-se apenas algumas horas desde que o presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, anunciou uma reformulação do sistema de imigração do país.

No entanto, a proposta do presidente americano, que defende o mérito e o favorecimento a trabalhadores qualificados, foi já recebida com protestos de dezenas de ativistas, em Washington, por poder levar ao abandono de milhares de pedidos de asilo.

Para a congressista democrata Ilhan Omar, os "EUA não podem virar as costas aos requerentes de asilo". Omar, de origem somali, diz que é "desolador" ouvir Trump a falar sobre seres humanos que procuram apenas começar de novo, quando muitos estão a fugir de situações devastadoras. A congressista que escapou da guerra em Mogadíscio deu o próprio exemplo e agradeceu a oportunidade que lhe foi dada para recomeçar num país como os EUA.

Já o líder da Casa Branca defende que o atual modelo está cheio de pedidos de asilo "fantasiosos".

Sem fornecer muitos detalhes do plano, Trump salientou que o projeto será "pró-americano, pró-imigrantes e pró-trabalhadores". Contudo, será difícil aprovar o projeto num congresso com maioria democrata.

"Apenas 12% dos imigrantes legais são selecionados com base nas capacidades pessoais ou com base no mérito. Em países como Canadá, Austrália, Nova Zelândia e outros, esse número está mais próximo de 60 e até 70 e 75% em alguns casos", refere Trump.

A reforma da atual lei de imigração tem sido discutida no Congresso nas últimas três décadas e meia, sem sucesso, pela dificuldade de compatibilizar as posições do Partido Republicano e do Partido Democrata.

A um ano de eleições e perante as divergências entre os dois partidos sobre as posições de Donald Trump sobre a imigração, dificilmente este novo plano será adotado, antevendo-se mais um fracasso negocial no Congresso.

Um exemplo do drama vivido junto da fronteira foi captado na estação de migrantes em McAllen, no Texas.

Desde dormir no chão a resistir às altas temperaturas, milhares de pessoas sofrem com a incerteza sobre a autorização de entrada no país.