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Altos cargos da UE em debate na cimeira de Bruxelas

Presidente francês à chegada para cimeira da UE em Bruxelas
Presidente francês à chegada para cimeira da UE em Bruxelas -
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REUTERS/Yves Herman
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Não muito longe do Conselho Europeu, em Bruxelas, o primeiro-ministro português almoçou, esta terça-feira, com os homólogos da França, Espanha, Bélgica e Holanda. A ideia foi acertarem agulhas sobre quem querem a liderar a aliança progressista na próxima legislatura da União Europeia (até 2024), nomeadamente o presidente da Comissão Europeia.

À chegada ao local da cimeira, o líder francês, Emmanuel Macron, explicou qual a contribuição deste bloco para o menu do jantar informal: "Precisamos de avançar com uma nova ambição europeia nos próximos cinco anos e temos que escolher as pessoas com base nessa ambição".

"Precisamos de mulheres e homens que personifiquem essa renovação, que tenham a experiência e a credibilidade que lhes permitam levar a cabo essa missão, que encarnem essas ambições e que as abracem decididamente"a, crescentou.

Questionado pelos jornalistas se a comissária europeia Margrethe Vestager, liberal dinamarquesa, seria a pessoa ideal, Macron respondeu: "Ela faz parte desse grupo de pessoas, juntamente com o senhor Barnier, o senhor Timmermans e outros que têm essas competências".

Portugal defende o socialista holandês Frans Timmermans e acredita que poderá ter mais apoios do que o alemão Manfred Weber, que ganhou as eleições pelo centro-direita. Angela Merkel quer que tudo fique claro até 2 de julho, dia de tomada de posse dos eurodeputados.

"Vou pedir a todos que se empenhem em demonstrar a nossa capacidade de ação, porque devemos apresentar uma proposta, idealmente, antes da sessão inaugural do novo parlamento. Ainda há bastante tempo para fazer essa discussão", disse a chanceler alemã.

Contudo, os chefes de Estado e de Governo argumentam que nada nos tratados obriga a escolher um dos candidatos principais das bancadas parlamentares, embora o atual presidente peça o respeito pela recente tradição.

"A maioria dos grupos defende a escolha de um dos candidatos principais, essa tem sido tradicionalmente a posição do Parlamento Europeu no início das negociações", referiu Antonio Tajani.

O próprio Tratado de Lisboa menciona a necessidade dos nomes serem escolhidos tendo em conta o resultado das eleições, mas também "o equilíbrio geográfico, demográfico, de género e político".

Se os chefes de Estado e de governo não chegarem a acordo neste jantar informal voltarão a tentar na cimeira ordinária de 20 e 21 de junho.

Estão em causa alterações, até ao final do ano, em cinco cargos:

  • Presidente da Comissão Europeia - atualmente é o luxemburguês de centro-direita, Jean-Claude Juncker
  • Presidente do Parlamento Europeu - atualmente é o italiano de centro-direita, Antonio Tajani
  • Presidente do Conselho Europeu - atualmente é o polaco de centro-direita, Donald Tusk
  • Presidente do Banco Central Europeu - atualmente é o italiano Mario Draghi
  • Alto Representante para a Política Externa e Segurança - atualmente é a italiana de centro-esquerda, Federica Mogherini