Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.

Última hora

Última hora

30 anos depois, o mundo recorda Tiananmen

30 anos depois, o mundo recorda Tiananmen
Tamanho do texto Aa Aa

Uma mulher de branco, com dois sacos na mão, a fazer face a um tanque - a cena passa-se em Paris e é uma homenagem ao homem, cuja identidade nunca foi conhecida, que há 30 anos enfrentou os tanques na praça Tiananmen, de Pequim.

É uma iniciativa da associação ACAT, para quem o atual regime chinês é ainda mais repressivo que o da altura do massacre.

"Queremos ao mesmo tempo celebrar esta figura e a nova resistência na China, que são os jornalistas, os advogados, as ativistas feministas, os dirigentes sindicais, estudantes. Apesar da sociedade ser hoje muito mais controlada e repressiva do que era há 30 anos, eles continuam a dar vida ao espírito de Tiananmen", diz Jade Dussart, dirigente desta ONG.

A União Europeia lembrou o trigésimo aniversário do massacre dos estudantes, trabalhadores e intelectuais que estavam concentrados há vários nesta praça central de Pequim para pedir democracia, através de um comunicado da alta representante da política externa, Federica Mogherini, que pede a "libertação dos ativistas dos direitos humanos detidos".

Para o governo chinês, este é praticamente um episódio que nunca existiu, já que Pequim mantém o silêncio. Não se sabe quantas pessoas terão morrido naquele dia 4 de junho de 1989, esmagadas pelos tanques O New York Times diz que entre 400 e 800 pessoas. Quanto ao homem que tentou parar os tanques, a identidade nunca foi confirmada. Há quem tenha avançado um nome e a informação de que teria sido executado, mas não há certezas.

Sequência completa do "homem do tanque"