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Calor extremo em França

Calor extremo em França
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Os termómetros estão a subir muito rapidamente em França e vão atingir níveis potencialmente perigosos. As autoridades preveem temperaturas recorde neste mês de junho, receando um cenário idêntico ao da onda de calor de 2003, que matou 15 mil pessoas.

Nunca é cedo demais para tomar as precauções devidas face ao calor extremo, quando os riscos, não se cansam de avisar os meteorologistas, são bem reais. As previsões apontam França como o país europeu mais afetado pela onda de calor que já se está a instalar. E os receios são justificados com números: as temperaturas vão atingir patamares que, há 16 anos, mataram 15 mil pessoas neste país.

"Durante seis, sete dias vamos ter temperaturas nunca antes vistas num mês de junho. Nalguns dias poderemos atingir temperaturas idênticas às de agosto de 2003, que foi a pior onda de calor registada em França desde, pelo menos, a Segunda Guerra Mundial", explica François Gourand, do serviço Météo France.

Na capital francesa, onde esta segunda-feira se registavam "apenas" 34 graus, as autoridades lançaram várias medidas como o reforço da rede de bebedouros públicos ou a abertura de algumas piscinas municipais até de madrugada.

"É como toda a gente: não estou assim muito entusiasmada com todo este calor. Em Paris, os apartamentos não costumam ter ar condicionado. As pessoas compram ventoinhas, deixam as janelas fechadas ou fazem como eu, vêm para a rua procurar sítios com água", dizia-nos uma parisiense.

"Já visitámos a Torre Eiffel. Agora vamos ao Arco do Triunfo. Mas vamos ter de parar algumas vezes porque está calor a mais. Eu vivo na Zâmbia e posso dizer que é mais fresco do que em França", contava-nos um turista americano.

Em Paris e Lyon, os idosos podem inscrever-se num serviço telefónico para serem contactados regularmente.

No centro e este do país, os termómetros vão ultrapassar os 40 graus a partir de quarta-feira, sendo que, dada a humidade no ar, a sensação térmica poderá facilmente atingir os 47 graus.

A canícula vai estender-se à Alemanha, Bélgica, Suíça e chegará até Espanha. Portugal, ao que tudo indica, fica resguardado por enquanto.