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Festival de Música Gnaoua voltou a aquecer Marrocos

Festival de Música Gnaoua voltou a aquecer Marrocos
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A 22ª edição do Festival de Música Mundial Gnaoua, em Marrocos, apresentou novamente os melhores músicos Gnaoua de todo o país, celebrando uma tradição musical de séculos. Músicos de todo o mundo foram convidados para tocar com os Gnaoui.

Os músicos Gnaoua, outrora marginalizados, estão hoje em dia na ribalta internacional. O festival atrai centenas de milhares de amantes de música, e tem um enorme impacto económico na cidade.

Entre os destaques da edição deste ano: Susheela Raman - É conhecida pelas suas performances energéticas construídas sobre as tradições sagradas da Índia e do Paquistão.

No Festival, subiu ao palco com Mahlem Hamid El Kasri, um dos principais Gnaoui de Marrocos

“Gosto de fazer colaborações interculturais, é por isso que é muito emocionante estar aqui em Marrocos. Sou fascinada por música ritual, estados de trance... É muito interessante e até influencia a maneira como escrevo em inglês...Trance é uma parte muito importante da música.”, contou Susheela Raman à Euronews, que acompanhou todo o evento.

Grandes estrelas internacionais: Tinariwen, um grupo de músicos vencedores do Grammy, da região do deserto do Saara, no norte do Mali, também subiram ao palco. Tinariwen é feito de vozes que lutam pela independência da região norte do Mali.

“Transmitimos a mensagem dos Tuaregues do deserto do Saara. A nossa música serve para contar ao mundo quem são os Tuaregues e de que problemas sofrem.”, disse Abdallah Ag Alhouseyni, co-fundador da banda.

Tinariwen subiu ao palco com Maâhlem Mustafa Baqubou, que já tocou com estrelas internacionais como Marcus Miller, Pat Metheny e Santana.

“A cultura Gnaoua está na sombra há muito tempo - agora conhecida internacionalmente. Esperemos que a geração jovem carregue o testemunho, para que esta cultura continue a crescer.”, contou à Euronews Maâhlem Mustafa Baqubou.

Entre os talentos marroquinos no festival, NABYLA MAAN, de Fez, influenciada pela música tradicional marroquina, canções francesas e jazz, tornou-se, aos 19 anos a mais jovem cantora árabe e africana a pisar o palco do Olympia, em Paris.

O álbum que lançou em 2017 ganhou dois prémios no Morocco Music Awards.

Moh Kouyaté, da Guiné, também esteve presente no Festival de Música Gnaoua para tocar com Maâhlem Omar Hayat.