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Líderes europeus decidem altos cargos na União Europeia

Líderes europeus decidem altos cargos na União Europeia
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Na maratona de negociações em Bruxelas, a meta foi atingida ao final de dois dias.

Os líderes chegaram finalmente a acordo e nomearam Charles Michel, o primeiro-ministro da Bélgica, para suceder a Donald Tusk na presidência do Conselho Europeu.

Menos consensual poderá ser a escolha da conservadora Ursula von der Leyen para a liderança da Comissão Europeia. A ministra da defesa alemã perfila-se para vir a ocupar o cargo de Jean-Claude Juncker, sem ter concorrido nas eleições europeias, em maio.

Donald Tusk manifestou-se agradado com as escolhas. "Escolhemos duas mulheres e dois homens para as quatro posições-chave. Um equilíbrio perfeito entre os géneros. Estou muito feliz com isso, afinal de contas, a Europa é uma mulher", afirmou o presidente cessante do Conselho Europeu

A outra mulher é Christine Lagarde. A chefe do Fundo Monetário Internacional e ex-ministra das Finanças de França foi proposta para comandar os destinos do Banco Central Europeu.

As novidades deixaram de fora nomes mais prováveis, como o de Manfred Weber. Apesar de estar à frente do grupo político vencedor nas europeias, o líder do Partido Popular Europeu não foi o proposto para a Comissão.

Uma escolha que pode ter ditado o fim do sistema de Spitzenkandidat, isto é, da nomeação das principais figuras partidárias para os altos cargos europeus.

De acordo com o primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar,"nenhum dos principais candidatos poderia liderar a maioria no conselho ou no parlamento e, infelizmente, quando as eleições são inconclusivas, isso às vezes acontece. Mas acho que teremos de rever esse sistema e ver como é que ele poderá funcionar daqui a quatro ou cinco anos".

Para os socialistas restam os prémios de consolação. Com a Comissão Europeia para o PPE e o Conselho Europeu para liberais, cabe ao espanhol Josep Borrell assumir a diplomacia da União Europeia.

Uma desilusão consolidada com a entrega da vice-presidência da Comissão a Timmmermans.

O socialista holandês era um dos nomes fortes para a liderança do executivo comunitário, mas ficou a caminho com o veto do grupo de Visegrado. Hungria, Polónia, República Checa e Eslováquia exigiram um presidente sem uma perspetiva alegadamente negativa da região

A aprovação dos quatro candidatos está agora nas mãos do Parlamento Europeu, em Estrasburgo.