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Deutsche Bank despede milhares

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رويترز
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O gigante da banca alemã, Deutsche Bank, iniciou esta segunda-feira uma das maiores reeestruturações desde a crise financeira de 2008.

Em Londres, Tóquio e outras praças asiáticas, equipas inteiras chegaram ao emprego esta manhã para se virem impedidas de entrarem nos escritórios do banco. O esforço global vai reduzir a força de trabalho no banco em cerca de 18 mil postos.

A maioria dos cortes afeta a banca de investimento e o comércio de ações, uma área tradicionalmente definida como uma das mais fortes do banco.

"Isto significa que para promover estas quatro áreas, temos que nos desfazer de algumas coisas que não estavam a funcionar, onde não gerávamos lucros suficientes. Esta decisão foi tomada hoje e aplica-se em particular ao comércio global de ações", anunciou o presidente-executivo, Christian Sewing.

"Tanto o Deutsche Bank como os postos de trabalho têm que ser seguros no futuro. E se hoje damos um passo que dói, que mesmo assim é socialmente aceitável, mas que vai beneficiar a companhia, então isso é algo muito importante que devemos também acompanhar", disse Frank Schulze, presidente do conselho geral do banco.

A instituição bancária anunciou que a reestruturação iria gerar prejuízos este ano prevendo-se lucros apenas em 2020. No entanto, as previsões são marcadas pela "incerteza", acrescentou o comunicado.

Após o anúncio, as ações do banco perderam mais de 5% do seu valor na bolsa de Franquefurte.

Klaus Nieding, vice-presidente da Associação para a Proteção da Propriedade de Valores, afirma trata-se do fim da indefinição que marcou os últimos anos do banco.

"Trata-se do fim da hesitação. Agora foram tomadas medidas concretas para dar ao banco uma nova direção. Foi isso que faltou nos últimos cinco ou seis anos", adiantou.

O presidente-executivo do banco, Christian Sewing descreveu a reestruturação como uma reinvenção do banco que gerou prejuízos em quatro dos últimos cinco anos.