Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.
Última hora

Syriza sai de "cabeça erguida"

Tsipras perde nas legislativas
Tsipras perde nas legislativas -
Direitos de autor
Reuters/ALKIS KONSTANTINIDIS
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

Os apoiantes do Syriza não esconderam a tremenda deceção quando perceberam este domingo que o líder conservador Kyriákos Mitsotákis se tornou no novo primeiro-ministro do país.

Junto à sede de campanha do partido, em Atenas, um apoiante confessava-se "desiludido por voltarmos a um ponto de vista, a um pensamento político que a Nova Democracia representa, depois de terem participado no empurrar do país para a crise, agora voltam para tirá-lo da crise."

Outro apoiante do Syriza admite que já "esperava uma derrota assim, depois das eleições europeias", mas que, pessoalmente, "não acredita que seja um bom resultado para a maioria dos gregos."

O Syriza perdeu quase metade do número de deputados no parlamento grego, passou de 145 para 86, mas a derrota não foi tão expressiva quanto alguns analistas previam.

Em 2015 o Syriza venceu as legislativas com 35,4 por cento e agora perdeu com 31,6%, uma diferença inferior a 4 por cento em relação há quatro anos. Talvez por isso, Alexis Tsipras não apresentou a demissão da liderança do partido.

"Nós lutámos e conseguimos muito, sempre com a cabeça erguida, e hoje, novamente, com a cabeça erguida, aceitamos o veredicto do povo. Com as nossas cabeças erguidas porque sabemos que a Grécia que entregamos ao novo governo não tem nada a ver com a Grécia que herdámos."

A jornalista da Euronews, Nikoletta Kritikou, sublinha que "o primeiro-ministro Alexis Tsipras não se deu por vencido apesar da derrota do Sizyra e sublinhou que o resultado não foi uma derrota estratégica. Tsipras assumiu a responsabilidade pela derrota e prometeu transformar o Syriza numa grande formação democrática progressista."