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Kyriákos Mitsotákis chega ao poder na Grécia

Kyriakos Mitsotakis vence eleições legislativas na Grécia
Kyriakos Mitsotakis vence eleições legislativas na Grécia -
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Reuters/ALKIS KONSTANTINIDIS
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Kyriákos Mitsotákis vai ser o próximo primeiro-ministro da Grécia.

O líder do partido conservador, Nova Democracia, ganhou este domingo as eleições legislativas com maioria absoluta.

Com promessas de crescimento económico e cortes nos impostos para os cidadãos e empresas, Mitsotákis, de 51 anos, convenceu os gregos a virarem à direita.

Casado, pai de 3 filhos, filho do ex-primeiro-ministro Konstantínos Mitsotákis, Kyriákos prometeu no discurso de vitória tudo fazer para não desiludir os gregos.

"Serei o primeiro-ministro de todos os gregos e pretendo trabalhar duro para convencer mesmo aqueles que não nos apoiaram esta noite. Somos poucos para sermos divididos e temos muito a fazer juntos."

Admite que poderá haver erros durante a sua governação, mas pede aos concidadãos que não duvidem da sua intenção de conduzir a Grécia à prosperidade económica.

De acordo com os resultados oficiais provisórios, a Nova Democracia venceu estas eleições com 39,8% dos votos.

O Syriza deixa o governo e passa a principal força da oposição com 31,6%. Em terceiro lugar ficou o Movimento da Mudança com 8,3%, seguido do Partido Comunista com 5,3%, da Solução Grega com 3,8% e do Mera25, partido do ex-ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis, que obteve 3,4% dos votos.

Traduzidos em mandatos, estes resultados significam que a Nova Democracia consegue 158 assentos no Parlamento, o Syriza passa de 145 para 86 deputados, o Movimento da Mudança alcança 23 lugares, o Partido Comunista obtém 14 assentos, a Solução Grega fica com 10 lugares e o Mera25 conquistou 9 deputados na composição do parlamento grego.

Quase quatro anos depois, Alexis Tsipras deixa assim de liderar a Grécia.

Na reação aos resultados eleitorais, Tsipras lembrou que a alternância política faz parte da democracia, que aceita a decisão dos compatriotas e deixa o governo de cabeça erguida.

"Numa democracia, a alternância de poder não é um paradoxo ou uma anomalia, pelo contrário, é o que a democracia nos pode oferecer de melhor e eu pretendo respeitar a vontade do povo."

O primeiro-ministro demissionário lembrou que deixa ao sucessor um país em crescimento económico, com contas equilibradas e que quando chegou ao governo, em 2015, a Grécia estava à beira da bancarrota.

Apesar de ter sofrido a segunda derrota em dois meses (eleições europeias e legislativas), Alexis Tsipras não apresentou a demissão da liderança do Syriza e prometeu continuar a batalhar pelos valores de "Esquerda", agora enquanto líder da oposição.