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EUA e Irão pressionam Europa

EUA e Irão pressionam Europa
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Nazanin Tabatabaee/ WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
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As águas calmas do Estreito de Ormuz não mostram a tensão da relação entre o Irão e os Estados Unidos da América. Nas últimas horas, Donald Trump disse que o navio de guerra USS Boxer teve de abater um drone iraniano após ignorar vários avisos e colocar em causa a segurança da tripulação.

É o episódio mais recente de ações hostis entre os dois países. Em junho, a Guarda Revolucionária do Irão anunciou ter abatido um drone americano que estaria em território iraniano.

"Estas escaramuças, particularmente o caso do drone, são apenas um teste aos Estados Unidos. E penso que é uma tarefa idiota testar o nosso país. Os Estados Unidos venceriam de forma decisiva qualquer conflito - mas nós não queremos ir por aí", afirmou Gordon Sondland, embaixador americano na União Europeia.

Apesar de todas as declarações, o Irão desmentiu a perda de um drone. "Nós não perdemos nenhum drone no estreito de Ormuz nem em lado nenhum. Receio que o USS Boxer tenha destruído um dos próprios aparelhos por engano!", escreveu no Twitter o ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros do Irão, Seyed Abbas Araghchi.

O clima de hostilidade cresce entre americanos e iranianos, muito por culpa do acordo nuclear ao qual os Estados Unidos renunciaram em 2018, acusando o Irão de violar as regras.

Por isso, a mensagem de Washington teve também como destino a Europa. Os Estados Unidos esperam que os aliados europeus endureçam a posição contra Teerão, depois dos relatos de enriquecimento de urânio, e a porta-voz da política externa da Comissão Europeia, Maja Kocijančič, deixou todos os cenários em aberto.

"Continuamos a ser parceiros, trabalhamos juntos nas questões em que concordamos e onde temos uma convergência de pontos de vista - e há muitos a todos os níveis. E também há questões em que as nossas posições diferem, mas isso não nos impede de trabalhar juntos", declarou.

Com a pressão americana a estrangular a economia do país, Hassan Rouhani já deixou um apelo aos outros países que integram o acordo.

Para o presidente iraniano, a Europa deve acelerar os esforços para salvar o acordo de 2015.