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Ucrânia em contagem decrescente para as legislativas

Ucrânia em contagem decrescente para as legislativas
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De  Natalia LiubchenkovaJoão Paulo Godinho
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Partido do presidente Volodymyr Zelenskyi é o favorito num sufrágio que deve trazer muita gente nova para o parlamento ucraniano.

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A Ucrânia está em contagem decrescente para as eleições legislativas antecipadas deste domingo, que devem trazer uma vaga de caras novas para o parlamento.

Os partidos tiveram apenas dois meses para fazer campanha e espera-se que cinco formações partidárias consigam atingir a fasquia de 5% necessária para conquistar representação parlamentar.

O 'Servo do Povo', o partido do antigo ator e agora presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyi, lidera as sondagens. Três meses depois da vitória esmagadora nas presidenciais ucranianas, o que é que há de novo na política do país?

Os novos partidos ucranianos escolhem agora uma forma mais simples de comunicar com uma audiência cada vez mais jovem, mas essa não é a única novidade desta campanha.

Para Vadym Karpyak, jornalista especializado em política ucraniana, o momento é também um fator de peso: “Esta é a primeira vez que as eleições acontecem na Ucrânia no período de verão, por isso é muito difícil prever o resultado e a afluência às urnas. Por outro lado, há também uma grande procura por caras novas no parlamento."

Esta procura pode trazer até 70% de novos rostos na Assembleia. Uma dessas novidades poderá ser o partido político Holos, ou 'A Voz', que existe há apenas alguns meses. Este novo partido, liderado pelo famoso músico de rock Sviatoslav Vakarchuck, é um dos dois partidos que promete mudar o sistema e trazer apenas novos figuras para o parlamento.

Pavlo Kuhta, coordenador do programa do partido, enumera as condições de elegibilidade de um nome para poder vir a representar 'A Voz' no hemiciclo da Ucrânia.

“Temos uma lista clara de critérios, quase linhas vermelhas, que todos os candidatos do partido devem cumprir: nenhuma ação contra a Revolução ucraniana de 2014, nenhuma posição pró-Rússia, nenhuma omissão na biografia pessoal, nenhuma ligação a escândalos de corrupção, etc.”

No entanto, este não é ainda o fim dos oligarcas, há tanto tempo a verdadeira força motriz da política ucraniana.

Olha Aivazovska, observadora eleitoral da Opora, analisa a dimensão que os oligarcas ainda assumem nos destinos políticos da nação: "Os oligarcas não desapareceram da Ucrânia. Eles apoiam partidos diferentes no parlamento e os candidatos têm de aparecer nos canais de televisão inteiramente pertencentes aos oligarcas. No entanto, não há o monopólio de um oligarca sobre as autoridades”.

Paralelamente, os velhos partidos políticos e as suas figuras dizem que a experiência política é uma vantagem. Os aliados do antigo presidente Viktor Yanukovich, deposto durante a revolução ucraniana de 2014, prometem mesmo trazer a ordem e a paz de volta ao país.

Já o "Solidariedade Europeia" - o partido do ex-presidente Petro Poroshenko, pede o voto no sentido de continuar a aproximar a Ucrânia da União Europeia.

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