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FED corta taxas de juro... mas mercados e Trump queriam mais

FED corta taxas de juro... mas mercados e Trump queriam mais
Direitos de autor  REUTERS/Sarah Silbiger
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De João Paulo Godinho
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Mercados reagiram de forma negativa à rejeição do banco central americano em adotar um ciclo longo de descidas e Trump lamentou falta de ajuda da FED

A Reserva Federal (Fed) americana, o banco central dos Estados Unidos, anunciou na noite de quarta-feira um corte de um quarto de ponto percentual nas taxas de juro, a primeira descida desde 2008.

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A medida foi tomada em resposta à debilidade económica global e à baixa inflação nos EUA e colocou agora as taxas entre 2% e 2,25% (antes estavam entre 2,25% e 2,50%).

Sob o objetivo de dar um novo estímulo à economia americana, na qual o crescimento está a abrandar, o presidente do organismo, Jay Powell, inverteu o ciclo de quatro subidas registado em 2018. No entanto, o líder da Fed afastou a ideia de um ciclo longo de descida das taxas de juro, o que acabou por desagradar aos mercados.

Wall Street acabou por fechar em baixa, com os índices Dow Jones e Nasdaq a desvalorizarem ambos mais de um por cento: 1,23%, para os 26.864,27 pontos, e 1,19%, para os 8.175,42, respetivamente.

Até os mercados asiáticos abriram a sessão de quinta-feira em baixa, na linha do que tinha acontecido em Wall Street.

Após a pressão nas últimas semanas em defesa de uma descida das taxas de juro, Donald Trump mostrou-se ainda assim frustrado com o anúncio.

O presidente americano reagiu ao anúncio na rede social Twitter, confessando que esperava o arranque de um ciclo longo de cortes por parte da Fed e lamentou a falta de ajuda do banco central na dinamização da economia.

O corte nas taxas foi decidido com oito votos a favor e dois contra, os de Eric Rosengren, presidente da Fed de Boston, e de Esther George, da Fed de Kansas City.

Os dados macroeconómicos mais recentes apontam para uma desaceleração da economia dos Estados Unidos da América, bem como das da Europa e da China.

A economia norte-americana desacelerou no segundo trimestre, segundo o primeiro cálculo oficial, a um ritmo anual de 2,1%, contra 3,1% no trimestre anterior. A inflação homóloga desceu duas décimas em junho, para 1,6%, mantendo-se mais uma vez abaixo do objetivo anual da Fed, fixado nos 2%.

A próxima reunião do banco central americano está prevista para 17 e 18 de setembro.

Outras fontes • Reuters / Lusa

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