Mais de 800 detidos em manifestações pró-democracia

Mais de 800 detidos em manifestações pró-democracia
De  Ricardo Figueira
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A ativista e advogada Lyubov Sobol está entre os manifestantes anti-Putin detidos no sábado.

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A advogada e ativista política russa Lyubov Sobol já foi presente a tribunal, depois de detida. Este sábado, na Rússia, foi mais um dia de protestos e mais um dia marcado por muitas detenções. Mais de 800 pessoas detidas na sequência de uma manifestação em Moscovo contra o afastamento de vários candidatos da oposição das eleições marcadas para o próximo mês.

Embora mais pequenos que os da semana passada, estes novos protestos mostram a persistência dos opositores em contestar as eleições que decorrem sem a figura mais importante da oposição, Alexei Navalny, que está preso, nem muitos dos principais aliados.

Mensagem de Lyubov Sobol no Twitter, em que critica as medidas repressivas do presidente da Câmara de Moscovo Serguei Sobyanin e lhe chama "cobarde, hipócrita e inimigo dos moscovitas".

"O mais importante é mostrar que as pessoas estão unidas, que não estão sozinhas nesta revolta contra o que está a acontecer nestas eleições. Pedimos mudanças, que todos os candidatos possam ser registados e que as leis sejam respeitadas. São estes pequenos gestos que fazem com que a justiça prevaleça", disse Gregory Melkonyants, copresidente do Movimento de Defesa dos Direitos dos Eleitores (GOLOS).

As eleições de setembro são para órgãos de poder local em Moscovo. Embora se trate de eleições locais, são vistas como um ensaio para as legislativas de 2021. As autoridades alegam que os candidatos impedidos de participar não conseguiram um número suficiente de assinaturas válidas, o que a oposição contesta. Estas mais de 800 detenções seguem-se às mais de 1300 detenções da semana passada. Muitos dos detidos podem ser acusados de "distúrbios civis em massa", o que na Rússia pode dar até 15 anos de prisão.

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