O suspeito terá morto a irmã em casa antes de se dirigir ao local de culto.
As autoridades da Noruega estão a tratar como possível ato terrorista o ataque a uma mesquita perto de Oslo como possível ato terrorista. Um homem armado entrou no local com intenção de abrir fogo, mas fez apenas um ferido ligeiro e acabou detido pela polícia. Por momentos, o caso fez temer uma repetição do massacre feito por Anders Bering Breivik, em Utoya, em 2011.
A comunidade muçulmana queixa-se de uma estigmatização injustificada: "Há muitos anos que os serviços secretos andam a dizer que os muçulmanos são o maior risco para este país, mas se olharmos para os últimos dois grandes incidentes terroristas, não foram os muçulmanos que os fizeram. Isto está a afetar os nossos filhos, que acabam por ter crises de identidade. Somos assediados todos os dias. É atura de o governo norueguês tomar uma posição clara neste campo", diz Irfan Mushtaq, membro dos corpos gerentes da mesquita.
A primeira-ministra Erna Solberg visitou o local e prometeu continuar a lutar contra o discurso de ódio: "É preciso continuar o trabalho que estamos a fazer neste campo. Temos um plano especial para o combate a estas situações, não apenas no que toca à islamofobia, mas em várias áreas onde existe discurso de ódio. Vamos falar deste assunto nas escolas, onde vamos trabalhar a empatia. Fazer com que as pessoas se entendam", disse.
A polícia encontrou um cadáver na casa do suspeito, que foi depois identificado como da irmã. O homem, que terá simpatias de extrema-direita, foi desarmado por uma das pessoas presentes na mesquita, que estava praticamente vazia à hora do ataque. O episódio aconteceu enquanto os muçulmanos de todo o mundo celebram o Eid al-Addha.