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Ativistas preparam manifestações contra o G7

Ativistas preparam manifestações contra o G7
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Pouco mais de 30 quilómetros separam cerca de quatro mil ativistas de fazer-se ouvir em Biarritz. Tanto em Handaye, do lado de França, como em Irun, em Espanha, o encontro do G7, na cidade costeira francesa, é o mote para a luta contra o fim do planeta.

Mas nem só o ambiente reúne os ativistas. O papel das multinacionais nas desigualdades sociais é a causa que move Kamel Guemari. Em Marselha, entrou em greve para salvar empregos no restaurante onde trabalha e conquistar novos direitos sociais. Mas é em Biarritz que acredita poder fazer a mudança acontecer.

"O que pedimos há anos é que haja uma carta social, a nível do país, mas também europeu", afirma Kamel.

Emmanuel Macron convidou cerca de 30 Organizações Não-Governamentais (ONG) para a abertura do G7, mas muitas recusaram o convite, acusando o presidente francês de lhes limitar o acesso à reunião. Um boicote para mostrar o fosso entre a presidência e a sociedade civil.

Clémentine Autain, deputada do partido França Insubmissa, explica que "há um abismo que cresce entre a maioria dos franceses e a decisão de Emmanuel Macron de servir aos ricos". Está em Biarritz, porque acha "que o G7 é um beco sem saída".

Para o encontro dos líderes das sete maiores economias mundiais, os manifestantes prometem encontrar formas criativas de incitar todos os chefes de Estado à ação.

Cécile Duflot, presidente da OXFAM, defende que os problemas levantados pelos manifestantes têm solução e só precisam de vontade política para serem resolvidos. "Há um projeto em cima da mesa: um imposto mínimo sobre as empresas em todos os países onde estão presentes, porque para encontrar os meios para melhorar os serviços públicos e combater as alterações climáticas basta simplesmente evitar a evasão fiscal".

O protesto contra o G7 inclui uma marcha, este sábado, em Hendaye, junto à fronteira com Espanha, e outras manifestações, perto de Biarritz, no domingo.

Do outro lado, o presidente francês dará as boas-vindas aos chefes de Estado, este sábado, num provável clima de tensão provocado por temas como os impostos sobre as gigantes tecnológicas, ou a situação atual dos incêndios na Amazónia.