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Rohingya assinalam "Dia do Genocídio"

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Rohingya assinalam "Dia do Genocídio"
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De um momento para o outro, Kutupalong, no Bangladesh, transformou-se no maior campo de refugiados do mundo. É hoje casa para cerca de 630 mil rohingya - povo muçulumano perseguido no Mianmar, antiga Birmânia, de maioria budista.

O êxodo aconteceu há exatamente dois anos. Os rohingya chamam-lhe "o dia do genocídio".

Cerca de 200 mil pessoas reuniram-se para assinalar a data numa cerimónia marcada pela emoção. O desejo comum: querem voltar à terra onde nasceram - o Estado de Rakain, em Mianmar.

No total, quase um milhão de pessoas estão atualmente distribuídas em 30 campos de refugiados no Bangladesh. Os rohingyas não são reconhecidos oficialmente como minoria pelo governo de Rangum, que os considera bengalis.

No terreno, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados define a missão já não apenas como de garantia de sobrevivência, mas de capacitação e inclusão destas pessoas.

A ONU denunciou a preseguição e o genocídio aos rohingya: "atos de violência horríveis e limpeza étnica," nas palavras do representante da ONU para a liberdade religiosa.

Mianmar negou sempre as acusações, dizendo que apenas se defendeu dos ataques de rebeldes rohingyas contra a polícia.