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Bolsonaro impõe condições para aceitar ajuda na Amazónia

Bolsonaro impõe condições para aceitar ajuda na Amazónia
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O Brasil admite aceitar ajuda internacional para o combate aos incêndios na Amazónia, mas exige condições para a aceitação das verbas, nomeadamente o reconhecimento da soberania do Governo brasileiro.

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, admitiu na terça-feira apenas aceitar os 18 milhões de euros do G7 (que junta os países mais industrializados do mundo) para combater as chamas que devastam há quase três semanas a maior floresta tropical do mundo se o chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, retirar aquilo que considerou como insultos.

"Primeiramente, o senhor Macron deve retirar os insultos que ele fez à minha pessoa. Ele me chamou de mentiroso. E que a nossa soberania está em aberto na Amazónia", afirmou o líder brasileiro, no Palácio da Alvorada, em Brasília.

"Para conversar, ou aceitar qualquer coisa da França, [mesmo] que tenha as melhores intenções do mundo, ele [Macron] vai ter de retirar estas palavras e, daí, a gente pode conversar", acrescentou o Presidente brasileiro, que mais tarde esteve reunido com governadores da região amazónica.

Na semana passada, o Governo francês disse que Bolsonaro havia mentido quando garantiu, na recente reunião do G20 - que juntou líderes das 20 maiores economias do mundo no Japão - o compromisso em preservar o meio ambiente.

Paralelamente, os incêndios na Amazónia acenderam também o debate em países vizinhos, como Peru e Colômbia, que possuem uma parte da floresta. Os presidentes das duas nações, o colombiano Ivan Duque e o peruano Martin Vizcarra, propuseram uma cimeira e a assinatura de um pacto de defesa da região amazónica.

A Amazónia estende-se por cinco milhões e meio de quilómetros quadrados e nove países, sendo considerado o pulmão do planeta.