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OMS alerta para aumento dos casos de sarampo a nível mundial

OMS alerta para aumento dos casos de sarampo a nível mundial
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O sarampo está de volta a quatro países europeus: Grécia, República Checa, Albânia e o Reino Unido, onde a doença estava erradicada. O alerta veio da Organização Mundial de Saúde, que reforçou o apelo à vacinação a nível global.

O vírus do sarampo é considerado altamente contagioso, transmitindo-se por contacto direto ou pelo ar, e pode levar a complicações graves ou mesmo à morte.

"O que estamos a tentar comunicar a si e ao mundo é que estamos a retroceder, vamos na direção errada", afirmou Kate O'Brien, diretora do departamento de vacinação da OMS.

O estado de eliminação de uma doença é atribuído quando há ausência de transmissão contínua por um ano numa determinada área. Foi o que aconteceu com estes quatro países.

Os números da OMS revelam quase 90 mil casos em 48 países nos primeiros seis meses de 2019. Já são mais do que em todo o ano de 2018 e mais do dobro face ao mesmo período do ano passado.

Os principais focos da doença no mundo estão na República do Congo, Madagascar e Ucrânia. Até os Estados Unidos registam o maior número de casos dos últimos 25 anos e podem ver cair o estatuto de eliminação do sarampo no seu território, algo que já é reconhecido desde 2000.

"Temos países com baixa cobertura de vacinação, o que contribui para surtos de sarampo, mas também estamos a ver países com uma cobertura de vacinação muito alta contra o sarampo, e em que mesmo assim os surtos estão a acontecer. A razão é que mesmo num cenário nacional onde a cobertura é muito alta, pode haver pequenos focos, comunidades de pessoas, onde a cobertura nessa comunidade específica é baixa e insuficiente para evitar um surto", acrescenta Kate O'Brien.

Na base deste crescimento do sarampo a nível mundial estão as dificuldades de acesso a cuidados de saúde e campanhas contra a vacinação.

Os críticos da vacinação associam a vacina contra o sarampo ao autismo, uma teoria que a Organização Mundial de Saúde já refutou.

A OMS calcula ainda que menos de um em cada 10 casos seja relatado em todo o mundo, o que significa que a escala da epidemia é muito maior do que as estatísticas oficiais indicam.

A agência especializada da ONU estima que, de facto, ocorram cerca de 6,7 milhões de mortes por ano relacionadas ao sarampo, segundo Kate O'Brien.

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