A Euronews deixou de estar acessível no Internet Explorer. Este navegador já não é suportado pela Microsoft, e os mais recentes recursos técnicos do nosso site não podem mais funcionar corretamente. Aconselhamos a utilização de outro navegador, como o Edge, o Google Chrome ou o Mozilla Firefox.
Última hora

Regresso às armas das FARC ameaçam paz na Colômbia

Regresso às armas das FARC ameaçam paz na Colômbia
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

O anúncio do regresso às armas por parte de alguns ex-líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) foi condenado pelo Presidente colombiano, Iván Duque.

Depois do acordo de paz assinado entre o Estado e as FARC, em 2016, o apelo do antigo número dois da guerrilha, Iván Marquez, para "uma nova etapa de luta" ameaça colocar a estabilidade do país em risco.

Como resposta, o chefe de Estado ordenou a criação de uma unidade especial para travar o grupo e pediu o apoio do presidente da assembleia da Venezuela, Juan Guaidó.

"A Colômbia não aceita ameaças, de nenhuma natureza, principalmente de traficantes de drogas. Colombianos, que fique claro que não estamos perante o nascimento de uma nova guerrilha, mas sim de ameaças criminais de um gangue de narcoterroristas que estão a ser protegidos e apoiados pelo ditador Nicolás Maduro", afirmou o presidente da Colômbia.

A posição destes radicais da antiga guerrilha não teve, no entanto, o apoio de ex-colegas que estão no partido político nascido das FARC após o acordo de paz.

Rodrigo Londono, antigo lider máximo da guerrilha e presidente do partido FARC - nascido na sequência do pacto de 2016, criticou os dissidentes e garantiu que se trata de uma minoria.

O guerrilheiro anteriormente conhecido como "Timoschenko" confessou também ter vergonha por esta situação.

"Com toda a sinceridade, temos vergonha. Peço desculpas ao povo da Colômbia, à comunidade internacional e a países como Cuba e Noruega, que trabalharam tanto para este processo de paz. Mas também há otimismo, nós aqui somos a maioria e somos os melhores neste processo", declarou.

Paralelamente, a União Europeia (UE) afirmou na quinta-feira que o seu compromisso "com o processo de paz é e continua a ser inabalável".

A porta-voz da UE para a Política Externa, Maja Kocijancic, afirmou em comunicado que a decisão de vários ex-ativistas das FARC de se retirarem "do processo de paz ameaça desfazer os importantes progressos alcançados nos últimos anos", mas considerou que é "uma decisão de um pequeno grupo".

O pacto de paz assinado em 2016 entre as FARC e o governo colombiano pôs fim a cinquenta anos de conflito, que causou mais de 260 mil mortos e levou ao desaparecimento de cerca de 80 mil pessoas.