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Campo de refugiados de Moria de novo debaixo de pressão

Campo de refugiados de Moria de novo debaixo de pressão
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Nova situação de emergência no campo de refugiados grego de Moria na ilha de Lesbos.

O aumento recente do número de chegadas significa que 10 mil migrantes encontram-se agora em perigo.

É aqui que se situa o maior centro de acolhimento de migrantes na Europa. As condições de saneamento e higiene são más.

Fatemeh Hosseini, originária do Afeganistão, esperava algo melhor. Todos os dias ela passa três horas numa fila para obter alguns alimentos para ela e as duas filhas.

‘‘Três famílias em cada tenda. Como é que se pode viver assim? Durante quanto tempo? O meu pedido de asilo será examinado em março de 2020 e o do meu irmão em 2021. Até lá é suposto vivermos aqui, sob estas condições. Temos que sair desta ilha", diz Fatemeh Hosseini, refugiada originária do Afeganistão.

Apesar da dura realidade, as crianças procuram formas de brincar e aprender.

É esta a principal preocupação de Hazrat, ele quer que os filhos frequentem a escola e aprendam inglês.

Este indivíduo de 38 anos de idade acredita que a educação é importante para o seu futuro na Europa.

‘‘Nós não temos uma tenda e eu não quero apanhar chuva. Mas o que mais me preocupa é que os meus filhos não frequentem a escola. Estão a desperdiçar tempo, têm que aprender outras línguas. É a minha prioridade", adianta Hazrat Yaghubi, igualmente originário do Afeganistão.

Alguns refugiados, muitos deles menores não acompanhados, famílias mono-parentais ou idosos, são autorizados a mudarem-se para a Europa continental.

É o caso de Fowziye Rezai. Se ela escolher mudar-se para Atenas o seu filho ficará em Lesbos. Por enquanto, ela prefere sacrificar a saúde.

‘‘Tenho 60 anos e estou doente. Tenho dores nos joelhos e um problema cardíaco. As autoridades autorizam-me a viajar para Atenas e ver um médico mas não autorizam a vinda do meu filho.
Eu reclamei mas nada mudou. Como posso viajar sozinha? Isto é desumano", adianta Fowziye Rezai.

O jornalista da euronews Apostolos Staikos esteve na ilha e enviou o seguinte comentário:

‘‘A história de Moria não é nova mas continua a ter impacto. Numa altura em que a situação mostrava alguns sinais de melhoria, as circunstâncias voltam a agravar-se. As autoridades gregas são responsáveis pelas condições de vida no campo mas é a Turquia que controla o fluxo de refugiados".