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Dar o corpo ao manifesto Bauhaus

Dar o corpo ao manifesto Bauhaus
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Não se sabe se o ioga estava nos planos de Walter Gropius, quando fundou a Bauhaus, há já um século. O que se sabe é que as comemorações do centenário deste movimento artístico vanguardista, que pretendia moldar ou mudar o mundo, passam por expressões diversas. E uma delas é precisamente exercitar a mente e o corpo em edifícios de arquitetura Bauhaus. Isto com um propósito muito específico.

"Desenhamos pontos, linhas, círculos e quadrados com o corpo, de forma a reproduzir, por exemplo, uma mesa Marcel Breuer ou um candeeiro Wagenfeld", explica Sarah Ising, instrutora de ioga.

Estes são apenas dois dos objetos mais icónicos de membros de uma escola amplamente considerada como a primeira escola de design do mundo. Hoje a Alemanha tem vários museus que lhe são dedicados, nomeadamente em Weimar, onde a corrente surgiu, em Dessau e Berlim.

Walter Gropius

Ao lado de Gropius estiveram nomes como Mies van der Rohe, Vassily Kandinsky e Gunta Stölzl, a primeira mulher "mestre" da escola, tendo transformado o artesanato têxtil em obras vanguardistas.

As iniciativas comemorativas da chamada Bauhaus 100 têm seguido várias pistas.

"Havia muito de pós-modernismo, ideias que foram retomadas mais tarde. Naquela altura, houve vários conceitos da Bauhaus a serem rejeitados. Hoje em dia, é comum vermos cidades densas, compactas, por exemplo. Já na altura, a Bauhaus desenhava cidades espaçosas, distanciava as coisas. Mas atualmente a Bauhaus tem menos influência do que tinha nos anos 50 e 60", afirma Christoph Tempel, responsável da organização da Bauhaus 100.

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