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Comércio de Budapeste sente a incerteza do Brexit

Comércio de Budapeste sente a incerteza do Brexit
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A instabilidade de uma possível saída sem acordo do Reino Unido do bloco europeu chega a todo o lado e o comércio não é exceção, incluindo as empresas da União Europeia que exportam e importam mercadorias para território britânico. É o caso de uma empresa de bebidas, em Budapeste, que a Euronews foi conhecer.

László Szekeres, gerente de vendas da Rapid 92, contou como se está a preparar para o futuro incerto. "Estamo-nos a preparar para os próximos dois, três meses com muito stock." , conta o gerente.

"Penso que outras grandes empresas, que poderiam perder muitos lucros neste período, vão acabar por não perder assim tanto, porque os produtos que têm não ficam em risco de acabar. Isto é o que eu penso, caso contrário, todo o comércio da Europa ficará de pernas para o ar.", diz László Szekeres.

László Szekeres salienta também a falta de conhecimento das autoridades e das empresas dos Estados membros que não 'viveram' com um Reino Unido fora da União Aduaneira e, por tal, não têm conhecimnto suficiente para saber lidar com as tarifas e com políticas fiscais que essa condição carrega.

Embora seja certo que o processo venha a piorar, e se torne, também, mais complicado, é provável que a economia da Hungria sofra perdas, numas indústrias mais do que noutras, como explica à Euronews István Magas, professor de Economia na Universidade Corvinus de Budapeste.

_"O setor bancário é um setor onde, por exemplo, o Reino Unido tem uma força muito grande - nos mercados, em títulos e em ações. O outro setor afetado será a indústria de autopeças e a produção farmacêutica. Mas a maior ameaça será no setor aéreo.", explica _István Magas.

As mudanças esperadas são sinónimo, também, de maior carga de trabalho para os funcionários tributários e aduaneiros.