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15ª bienal de Lyon abriu portas

15ª bienal de Lyon abriu portas
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Um dos principais eventos de arte contemporânea na Europa, a Bienal de Lyon, abriu as portas. Obras de mais de 50 artistas de todo o mundo estão em exibição. O núcleo da 15ª edição da Bienal francesa concentra-se numa antiga fábrica de eletrodomésticos mas as intervenções estendem-se a toda a região Auvergne-Rhône-Alpes.

A equipa de curadoria do Palais de Tokyo, em Paris, comissaria o evento.

"Queríamos, sobretudo, criar a travessia de uma experiência. Então, começámos a imaginar uma paisagem - não apenas uma paisagem natural, mas também económica, social, histórica, política, bacteriológica, passando do minúsculo para uma escala mais cosmogónica," revela a curadora do Palais de Tokyo, Vittoria Matarrese.

Design modernista, "glam rock" e humor reúnem-se no "Design Room" - uma instalação multimédia e multinível.

"Gosto de usar a fórmula transmiidia, transgénero, transexual. Porque também sou transgénero e, nas minhas pinturas, tento sempre misturar os diferentes géneros e médias," explica a artista Ashley Hans Scheirl.

Ficção científica, mitologia e arte fundem-se em "Prometheus Delivered". Uma escultura de mármore representando Prometeu é decomposta lentamente por bactérias que comem pedra. Paralelamente, células hepáticas humanas são alimentadas com nutrientes da mesma bactéria para criar um novo fígado para Prometeu.

A Bienal tem ramificações por vários espaços. No Museu de Arte Contemporânea, o artista francês Karim Kal apresenta uma série de fotografias realizadas numa instituição para jovens delinquentes em Meyzieu, nos arredores de Lyon. As imagens documentam detalhes da vida na prisão.

"Aqui temos o retrato de um dos guardas feito por um dos prisioneiros. Também temos o vidro partido por causa da prática generalizada nos ambientes prisionais de bater as janelas para mostrar descontentamento," esclarece Karim Kal.

"Muitas das peças desta Bienal ambiciosa e eclética vão crescer e transformar-se nos próximos meses - mudanças que se refletem na metamorfose deste edifício; de fábrica de eletrodomésticos a centro cultural," elucida a joirnalista ada Euronews, Andrea Bolitho.