A Euronews deixou de estar acessível no Internet Explorer. Este navegador já não é suportado pela Microsoft, e os mais recentes recursos técnicos do nosso site não podem mais funcionar corretamente. Aconselhamos a utilização de outro navegador, como o Edge, o Google Chrome ou o Mozilla Firefox.
Última hora

Tetraplégico volta a caminhar com exoesqueleto controlado pela mente

Tetraplégico volta a caminhar com exoesqueleto controlado pela mente
Direitos de autor
AFP PHOTO / FONDS DE DOTATION CLINATEC - CLINATEC ENDOWMENT FUND
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

00:00

“Foi como (ser) o primeiro homem na Lua”. Estas foram as palavras de THIBAULT que não andou durante dois anos e que dizia mesmo que se esqueceu de como era estar em pé. Agora, graças a um protótipo de exoesqueleto, controlado pela mente, o francês de 30 anos pôde voltar a caminhar.

Há cerca de quatro anos, Thibault caiu de uma altura de 15 metros. O acidente provocou uma lesão na medula espinal que o deixou paralisado. Em 2017, decidiu participar na investigação da Clinatec (centro francês de investigação biomédica) e da Universidade de Grenoble (França).

Benabid Alim Louis, neurocirurgião e co-fundador da Clinatec, explica que "graças ao implante (no cérebro), que recolhe a atividade do paciente e ao software que foi desenvolvido para processar essas informações registadas pelo implante, somos capazes de controlar os motores que vão dobrar o braço e pernas ".

A comunidade científica garante que este é um passo de gigante no tratamento dos doentes com mobilidade reduzida. Tom Shakespeare, Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, que publicou um artigo sobre este caso, lembra que "desde a década de 1950, que se promete aos doentes paralisados que vão voltar a caminhar. O interessante deste estudo é que os implantes de ambos os lados do crânio foram capazes de detectar e traduzir como se fossem computadores, movimentos e impulsos do cérebro ".

Durante este processo, Thibault foi submetido a uma cirurgia na qual os médicos lhe colocaram dois implantes, por cima das partes do cérebro que controlam o movimento. Os cientistas garantem que esta tecnologia tem margem para ser aperfeiçoada, mas estão limitados à quantidade de dados que podem captar do cérebro e processar no computador.