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UE quer Turquia mais ativa para conter nova vaga migratória

UE quer Turquia mais ativa para conter nova vaga migratória
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O comissário europeu para as Migrações e Assuntos Internos, Dimitris Avramopoulos, e o ministro alemão do Interior, Horst Seehofer, deslocaram-se à Turquia com a missão espinhosa de tentarem tudo para acabar com o fluxo de migrantes do território turco para a Europa.

A Grécia confronta-se com a maior vaga migratória desde 2016. Só em setembro chegaram da Turquia 10.258 migrantes, maioritariamente provenientes da Síria e do Afeganistão.

Na conferência de imprensa conjunta com o ministro turco do Interior, o comissário Avramopoulos reconheceu os esforços de Ancara, assinalando a urgência de encontrar soluções: "Há uma necessidade urgente de reforçar ainda mais a prevenção e a deteção de partidas irregulares da Turquia e congratulo-me com o trabalho já realizado pela Turquia, especialmente porque a pressão migratória sobre a Turquia continua. É indispensável que a Turquia continue a colaborar com as autoridades gregas", afirmou.

O ministro alemão, Horst Seehofer, frisou, por seu turno, a importância da cooperação na resolução da crise migratória: "A chegada conjunta de governantes da Alemanha, França e da União Europeia a Ancara é uma demonstração de que questões importantes como a migração e a segurança só podem ser resolvidas em conjunto. Um só país não pode, por si só, resolvê-las".

A Turquia diz-se de consciência tranquila e o ministro do Interior, Süleyman Soylu, passa a bola para Bruxelas: "A Turquia cumpriu todos os seus deveres não só em nome da humanidade, mas também em conformidade com o acordo que assinou e assumiu com a União Europeia. Relativamente a estes princípios, esperamos que a Europa adopte a mesma posição".

A tensão diplomática cresce em paralelo com a vaga de migrantes. Em setembro, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ameaçou abrir as portas e permitir aos refugiados dirigirem-se aos países europeus se fracassasse o projeto de criação de uma zona de segurança no norte da Síria para o retorno dos refugiados ao país.A Turquia abriga mais de 3 milhões e meio de refugiados sírios e estabeleceu um acordo, em 2016, com a União Europeia, de não deixar passar migrantes para a Europa.

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