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Porto de Antuérpia pronto para um Brexit sem acordo

Porto de Antuérpia pronto para um Brexit sem acordo
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A Euronews foi ver como estão os preparativos para o Brexit no Porto de Antuérpia, na Bélgica, um dos mais utilizados pela ilha do Reino Unido no continente europeu.

Assistimos a uma manhã atarefada numa empresa de logística, a Yusen Logistics, com o envio através do Canal da Mancha de uma grande encomenda de medicamentos a poucas semanas da atual data para prevista a saída do Reino Unido da União Europeia.

O gestor de vendas da empresa contou-nos ter "visto nestes últimos três meses, em especial desde a nomeação de Boris Johnson como primeiro-ministro, que toda a gente começa agora a preparar-se para um Brexit sem acordo".

Mas o que representa para esta empresa belga uma saída do Reino Unido da União Europeia sem acordo?

"No imediato, irá haver alguns atrasos nas travessias entre Dover e Calais porque as pessoas terão mais burocracias. Tudo o resto está relacionado com as regras alfandegárias e fiscais", perspetivou Stefan Durt.

O gestor garantiu-nos que a Yusen está pronta. Os clientes já adaptaram os respetivos números fiscais. O que realmente preocupa agora Stefan Durt é o impacto do Brexit nos motoristas da empresa, todos oriundos da Europa de leste.

"Penso que irá tornar o transporte mais difícil e a forma como poderemos usar os nossos motoristas. Se eles ainda vão necessitar das atuais cartas de condução europeias para conduzir no Reino Unido. Vai ser mais difícil para encontrarmos as habilitações necessárias para os motoristas", anteviu o gestor.

A Yusen Logistics é apenas uma das 900 empresas no porto de Antuérpia que vão ser afetadas pelo Brexit.

Para minimizar os impactos, as autoridades portuárias têm vindo a preparar este dia desde o referendo britânico de 2016.

O chefe da equipa especial parta o Brexit no Porto de Antuérpia realça os "muitos seminários", as "muitas visitas pelo Reino Unido e pela Irlanda" e também os "programas de sensibilização" e o "livro branco" que foram produzidos.

"Recrutámos um representante do Reino Unido, Justin Atkin, e fizemos diversas outras coisas para nos prepararmos", acrescentou Wim Dillen, admitindo esperar problemas num certo setor.

"O maior problema, a meu ver, não está na logística, mas no próprio comércio. Ainda está longe de estar preparado e, tanto quanto sabemos, o lado britânico está ainda pior que o lado europeu", avisou.

Uma situação que poderá ganhar tempo, se Boris Johnson falhar o acordo com Bruxelas e cumprir a ordem do Parlamento de pedir um novo adiamento do Brexit para lá de 31 de outubro.

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