Nobel da Química distingue cientistas que "criaram mundo recarregável"

Access to the comments Comentários
De  Rodrigo Barbosa
Nobel da Química distingue cientistas que "criaram mundo recarregável"
Direitos de autor  Naina Helen Jama/TT News Agency/via REUTER

O Nobel da Química de 2019 foi atribuído a três cientistas em simultâneo: John Bannister Goodenough, Michael Stanley Whittingham e Akira Yoshino, que abriram as portas de um "mundo recarregável" através do "desenvolvimento das baterias de iões de lítio", usadas atualmente num grande número de equipamentos eletrónicos portáteis, como computadores e telemóveis, ou mesmo em veículos elétricos.

A academia sueca do Prémio Nobel explicou que "as baterias de iões de lítio revolucionaram as nossas vidas" e "através do seu trabalho, os laureados deste ano estabeleceram as fundações para uma sociedade sem fios e livre de combustíveis fósseis".

No início dos anos 70, o químico britânico Michael Stanley Whittingham, desenvolveu a primeira bateria de lítio funcional. O engenheiro e inventor norte-americano John Bannister Goodenough duplicou o potencial das baterias de lítio, criando as condições para um uso bastante mais alargado e potente deste tipo de baterias. O químico japonês Akira Yoshino conseguiu eliminar o lítio puro das baterias, que passaram a estar compostas unicamente por iões de lítio, tornando-as muito mais seguras o que, na prática, as tornou utilizáveis de forma corrente.