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Olga Tokarczuk e Peter Handke distinguidos com o Nobel da Literatura

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Olga Tokarczuk e Peter Handke, vencedores do Nobel da Literatura
Olga Tokarczuk e Peter Handke, vencedores do Nobel da Literatura   -   Direitos de autor  REUTERS/Michele Tantussi/Dominic Ebenbichler
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Olga Tokarczuk e Peter Handke: dois escritores amplamente reconhecidos sobem ao olimpo dos prémios de literatura. Nobel em dose dupla para compensar a ausência de galardão no ano passado, com um comité dizimado por escândalos sexuais e financeiros.

Mats Malm, secretário permanente da Academia Sueca, foi porta-voz da decisão. "O Prémio Nobel da Literatura de 2018 é atribuído à escritora polaca Olga Tokarczuk por uma imaginação narrativa que, com paixão enciclopédica, representa o cruzamento de fronteiras como uma forma de vida. O Prémio Nobel da Literatura de 2019 é atribuído ao escritor austríaco Peter Handke pelo trabalho influente que, com ingenuidade linguística, explora a periferia e a especificidade da experiência humana," afirmou.

A distinção de Olga Tokarczuk cumpre dois dos critérios que os analistas apontavam como decisivos: é mulher e não é anglófona. A escritora polaca de 57 anos é reconhecida no mundo inteiro. No ano passado, o livro "Viagens", editado em Portugal pela Relógio de Água, ganhou o Man Booker.

Peter Handke parece cumprir a quota de polémica que o Nobel gera. Não que falte talento ao veterano escritor austríaco: revelou-se em 1971 com o livro "Desgraça". A obra "A Angústia do Guarda-Redes Antes do Penalty" foi adaptado ao cinema por Wim Wenders com quem volta a colaborar no argumento de As Asas do Desejo - é de Handke o poema que abre o filme. Mas Handke, nascido em Berlim-leste, também é conhecido pelas posições públicas contra a NATO e a favor da Sérvia. Foi aliás orador no funeral de Slobodan Milosevic.