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É urgente fundo para investigar novos medicamentos para a malária

É urgente fundo para investigar novos medicamentos para a malária
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Há quase 20 anos, a filha de Elhadj Diop adoeceu de malária numa quarta-feira. Um ataque violento. A criança, de 12 anos, morreu na sexta-feira seguinte. Dois dias que mudaram para sempre a vida desta família senegalesa.

Elhadj trabalhava como fotógrafo. Deixou tudo para se juntar à luta contra a malária. Nessa altura, havia muito mais trabalho a fazer: "Transformei a minha dor numa luta pela vida. Mas foi difícil no início, há 20 anos, porque as pessoas não conheciam o espírito da luta, o uso dos mosquiteiros, porque naquela época eles eram muito mais caros. O progresso que consegui com a minha comunidade foi a mudança de hábitos nas nossas comunidades. Isso significa uma boa compreensão da nossa informação e comunicação", conta.

O Fundo Global financia em grande parte programas de saúde contra a malária na África Subsaariana e também no Sudeste Asiático, em países como na Índia.

Desde 2010, o número total de mortes caiu 60%, nos países mais afetados. Foram feitos progressos no acesso ao tratamento e 57% das pessoas no mundo tem agora acesso a redes mosquiteiras tratadas com inseticida de longa duração, em comparação com apenas 33% há 7 anos.

Mas no Sudeste Asiático, particularmente, a resistência às terapias à base de artemisinina tornou-se uma ameaça e está a suscitar preocupações. Os mosquitos estão a tornar-se cada vez mais resistentes aos inseticidas e algumas espécies dos parasitas que transportam desenvolveram resistência aos medicamentos antimaláricos.

O doutor Abdourahmane Dialoo, diretor da parceria RBM - Roll Back Malária - insiste: "Pedimos um aumento das contribuições para a investigação. É fundamental ir mais rápido do que este parasita, que até agora provou ser mais inteligente do que nós".

Os fundos para a investigação de novos medicamentos são urgentes. Os mosquitos são responsáveis por 400 mil mortes por ano. Dois terços das quais são crianças menores de 5 anos.