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Amigo de Orbán detém toda a imprensa local húngara

Amigo de Orbán detém toda a imprensa local húngara
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De  Ricardo Figueira
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Reportagem da euronews em vésperas de eleições locais no país: Recente escândalo sexual é exemplo de como os media tratam a política.

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Zsolt Borkai, político do partido Fidesz de Viktor Orbán e presidente da câmara de Gyor, na Hungria, em poses pouco abonatórias, rodeado de prostitutas: As fotos estão a causar escândalo, em vésperas de eleições locais. Mas as críticas são dirigidas também à imprensa, acusada de proteger o partido do governo e só ter divulgado as fotos quando Borkai, que além de político é um antigo campeão olímpico de ginástica, fez um pedido de desculpas em público, sendo que os jornalistas já conheciam o caso há vários dias.

Uma das fotos comprometedoras de Borkai

Imprensa local concentrada num só grupo

Pécs, no sul do país, é uma das poucas cidades a ter um órgão de informação verdadeiramente livre. O site Szabad Pécs foi fundado por três ex-jornalistas do jornal local. Que, como todos os jornais locais da Hungria, está nas mãos de uma figura próxima de Orbán. A independência tem custos e são poucas as informações a chegar de fontes oficiais.

"É muito raro termos respostas da câmara municipal desde um artigo que escrevemos em 2017 sobre a situação financeira da cidade. Mesmo nas conferências de imprensa, pedem-nos que mandemos a pergunta por escrito. É um absurdo", explica o jornalista Attila Babos.

A situação não é muito diferente nas grandes cidades. Quase todas as fontes de informação estão próximas do governo: "Os meios de informação locais podem ter uma grande influência na campanha, Por exemplo, os jornais locais são gratuitos e distribuídos em grandes quantidades, Até quem não se interessa por política acaba por lê-los", explica o analista Gábor Polyák.

Durante vários anos, Viktor Orbán manteve o discurso de que a esquerda controlava a maioria da comunicação social húngara. Recentemente, admitiu que esse domínio caiu agora para metade. A ministra da justiça, Judit Varga, defendeu a decisão de concentrar toda a imprensa numa só empresa, a Mediaworks, propriedade de um amigo próximo de Orbán, como "uma medida económica justificada".

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