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Ofensiva turca na Síria sob pressão internacional

Ofensiva turca na Síria sob pressão internacional
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A União Europeia, os Estados Unidos, a Aliança do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e o Gabinete de Direitos Humanos das Nações Unidas estão a pressionar a Turquia para suspender o ataque em curso no norte da Síria contra as forças curdas sob o nome de código "Fonte de Paz".

A Turquia foi esta terça-feira, reconhecida em Londres, num encontro entre o primeiro-ministro britânico Boris Johnson e o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, como um importante aliado da aliança.

Os dois altos responsáveis consideraram também o apoio turco como parte essencial na ajuda aos refugiados do conflito sírio e da luta contra o daesh, numa referência ao grupo terrorista autoproclamado Estado Islâmico, que pode aproveitar a ofensiva turca para se relançar, o que também preocupa Stoltenberg.

"Estou preocupado com as consequências (da operação turca) para as conquistas que conseguimos na luta contra o nosso inimigo comum, o grupo terrorista daesh. É extremamente importante preservar no terreno essas vitórias e por isso discutimos, na semana passada na sede da NATO, a situação no norte da Síria", sublinhou o líder da aliança.

A União Europeia tem esta semana uma importante cimeira de líderes, onde a situação da Turquia estará também sobre a mesa, ao lado do Brexit.

Numa reunião bilateral preparativa para a cimeira dos ainda "28", o presidente Emmanuel Macron e a chanceler alemã Angela Merkel discutiram a situação na Síria.

"Do meu lado, já fiz saber que, com todos os justificados interesses de segurança, esta ofensiva deve parar. Está claramente a causar muito sofrimento humano e está também a provocar muita incerteza com a perspetiva de uma nova guerra contra o daesh", afirmou Merkel.

De acordo com informações divulgadas pela Turquia, mais de meio milhar de militantes curdos foram mortos nesta operação militar em curso no norte da Síria.

As Nações Unidas falam de mais de 150 mil pessoas deslocadas devido a este novo conflito na região.

As forças curdas alertam para a fuga de 700 militantes do daesh que estariam presos, embora o Observatório Sírio dos Direitos Humanos garanta não terem sido mais de 100 os prisioneiros evadidos.

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