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O círculo vicioso da seca e das crises alimentares na Guatemala

O círculo vicioso da seca e das crises alimentares na Guatemala
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A par da pobreza, a fome na Guatemala é um dos problemas a combater no topo da agenda das organizações não-governamentais internacionais.

Glenda Rodas, da Ação Contra a Fome, está no terreno. Fala num círculo vicioso de seca e de crises alimentares no país: "No caso de haver uma crise alimentar ou de surgir um qualquer outro imprevisto como uma seca, um tremor de terra ou um desastre natural, corre-se o risco de que as famílias que já têm um problema instalado como a malnutrição crónica sejam ainda mais afetadas, porque não têm condições para lidar com as situações de crise. São famílias pobres, que vivem um dia de cada vez, que semeiam uns grãos básicos e vivem exclusivamente disso. Mas, no fim de contas, o principal problema é, logicamente, a malnutrição crónica. Ao deparar-se com estas crises, cada vez mais severas a cada ano que passa, são obrigadas a inventar estratégias de sobrevivência. Variam entre deixar de fazer uma das refeições diárias a mandar alguns elementos da família comer fora porque não há comida suficiente em casa. Oscilam entre este tipo de estratégias e o endividamento, até vender pedaços de terra ou as ferramentas agrícolas. O problema é que tudo isto não passa de um paliativo temporal porque ao acabar o dinheiro gerado com essas vendas voltam a cair de novo e é um círculo vicioso. Estas crises tornaram-se crónicas. Acontecem uma vez após a outra e as famílias caem continuamente na mesma situação. Não é de espantar que quando uma seca as afeta, não saibam como sair."

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