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Reino Unido pede tempo, UE pondera, Brexit mais longe

Reino Unido pede tempo, UE pondera, Brexit mais longe
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329 votos a favor e 299 contra foram suficientes para dar uma pequena vitória a Boris Johnson. Pela primeira vez em três anos e meio, o primeiro-ministro britânico conseguiu fazer passar no parlamento uma versão do acordo do Brexit.

Um consenso que cedo se dissipou quando os deputados rejeitaram o calendário de três dias para debater a legislação que iria permitir a aplicação do acordo com a União Europeia.

"Enfrentamos agora mais incerteza e a União Europeia tem de decidir como vai responder ao pedido de adiamento feito pelo Parlamento. Eu vou falar com os Estados-Membros sobre o que tencionam fazer até chegarem a uma decisão. Até chegarmos a uma decisão - devo dizer - vamos suspender esta legislação", afirmou o primeiro-ministro britânico.

Boris Johnson tinha já ameaçado com a convocação de eleições antecipadas caso tivesse de pedir um adiamento de três meses à União Europeia. Uma medida que iria precisar de ser aprovada pela oposição.

Jeremy Corbyn optou por apelar à disponibilidade do primeiro-ministro para encontrar uma solução conjunta. "O primeiro-ministro é o autor de seu próprio infortúnio. Proponho então, esta noite, a seguinte oferta: trabalhe connosco, trabalhe connosco, todos nós, para chegarmos a um calendário razoável. E acredito que esta Câmara vote a favor do debate, escrutínio e da alteração a detalhes deste projeto de lei", disse o líder do Partido Trabalhista no parlamento.

A oposição recusa-se a abandonar a União Europeia sem acordo e o Parlamento quer mais tempo para debater a legislação. Boris Johnson terá mesmo de esquecer a saída a 31 de outbro e pedir aos Estados-Membros que aguardem até ao final do ano. pela aprovação do documento

União Europeia

Também Donald Tusk quer ver o acordo acontecer. O presidente do Conselho Europeu recomenda à União Europeia aceitar a extensão do prazo

Uma abertura moderadamente partilhada entre os 27, que pela voz do negociador-chefe para o Brexit diz precisar de mais clarificações para decidir se aprova o adiamento.

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