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Indústria automóvel rendida a Carlos Tavares

Indústria automóvel rendida a Carlos Tavares
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Amante de automóveis e das corridas no Estoril desde jovem, CarlosTavares, o homem que salvou da falência o grupo PSA, chegou a França com 17 anos.

Filho de uma professora de francês e de um corretor de seguros, formou-se em engenharia na Escola Central de Paris em 1981 e, nesse mesmo ano, entrou na Renault como engenheiro de testes, responsável pela conceção do Mégane 2.

Em 2005 foi transferido para a Nissan e assumiu a direção do mercado americano, tornando-se o número 2 de Carlos Ghosn, o todo poderoso patrão do grupo Renault-Nissan, entretanto caído em desgraça.

Mas Tavares sonhava ser número um. As provas dadas no grupo francês PSA/Citröen desde 2014 e os resultados da Opel a partir de 2015, deram-lhe a credibilidade para assumir agora a direção de um dos maiores conglomerados da indústria automóvel.

Carlos Tavares é conhecido por uma gestão rigorosa, uma enorme capacidade de negociação e persusão, e por fixar objetivos precisos às suas equipas.

Eficaz, mas também polémico. Enfrentou ecologistas na defesa do diesel e opôs-se à decisão da câmara de Paris da circulação alternada dos veículos para combater a poluição.

Mas o que mais terá marcado a opinião pública foi o anúncio de um salário anual de 5,2 milhões de euros em 2015. O próprio estado francês, acionista do grupo, considerou o salário "indecente". Em 2018, a compra da OPEL valeu-lhe um prémio de um milhão de euros e, em 2019, o seu salário terá já chegado aos 7,6 milhões.

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