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Tensão política e social marcam dia de eleições em Espanha

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De  João Paulo Godinho
Tensão política e social marcam dia de eleições em Espanha

Pela quarta vez em quatro anos, Espanha enfrenta este domingo eleições gerais, num ato eleitoral considerado como um dos mais importantes desde o final do regime de Franco em 1975.

O país vive entre o bloqueio e a polarização dos partidos políticos, fraturado por uma economia a arrefecer e a ascensão de movimentos separatistas. Da Catalunha surgem os maiores receios para estas eleições, depois de dois anos de agitação e tumultos na sequência da tentativa de independência da região.

Em pleno dia de reflexão, os grupos independentistas voltaram a fazer ouvir a sua voz em Barcelona. Efetivos da polícia regional catalã, Mossos d'Esquadra', e da Polícia Nacional carregaram sobre manifestantes pró-independência da Catalunha ao final da tarde deste sábado no centro de Barcelona.

A carga policial verificou-se depois de um grupo de manifestantes ter montado uma barricada com caixote de lixo. Os manifestantes arremessaram garrafas e pedras contra a polícia, que investiu sobre um grupo cada vez mais pequeno comparativamente ao início da manifestação, na praça da Catalunha.

Paralelamente, Pedro Sánchez, líder do PSOE e presidente do governo em funções, anseia por uma maioria clara nas urnas. Contudo, todas as sondagens parecem afastar este cenário, anunciando uma vitória demasiado curta para as ambições socialistas.

O impasse político está a saturar cada vez mais o povo espanhol, que ainda recupera das consequências da crise económica de 2008 e espera por soluções para os seus problemas sociais.

Entre todos os estudos há, porém, uma tendência clara: a extrema-direita do Vox vai subir e pode mesmo tornar-se a terceira força política, eclipsando Ciudadanos e Unidos Podemos.

O resultado destas eleições pode muito bem ser um novo impasse, com os espanhóis a forçarem um entendimento entre os partidos.

Outras fontes • El País / Lusa