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Demissões provocam vazio de poder na Bolívia

Demissões provocam vazio de poder na Bolívia
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De EURONEWS
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Face à demissão do Presidente Evo Morales e os dirigentes na linha de sucessão, não há ninguém para assumir os destinos do país. Cabe a Congresso arranjar uma solução para o país.

Celebrações na Bolívia depois da anunciada demissão do Presidente Evo Morales face à pressão dos militares e da polícia por alegada fraude eleitoral. Mas o país cai agora num vazio de poder já que todos na linha de sucessão também renunciaram aos cargos. Caberá ao parlamento encontrar uma solução governativa.

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As pessoas festejam nas ruas. Uma manifestante diz que "Deus existe e o senhor Morales, depois de ter feito tanto mal ao país, sai pela janela. A Justiça e Deus vão julgá-lo no tempo apropriado".

Outra mulher explicou que "estamos livres, sim conseguimos, no fim, livrarmo-nos deste ditador. Acredito que estamos livres. Agora podemos dizer que as pessoas estão mais unidas do que nunca.

Morales tinha declarado que iria repetir eleições depois de um relatório da Organização dos Estados Americanos ter denunciado graves irregularidades eleitorais. Políticos, forças armadas e polícia instaram-no a demitir-se. "Decidi, depois de escutar os meus amigos da federação do movimento social, do sindicato do comércio, e também da igreja católica, demitir-me do meu cargo de presidente", declarou.

Morales afirmou mesmo que enfrentava uma ordem de detenção, que seria ilegal. Mas de acordo com a polícia, não foi emitido qualquer mandado nesse sentido.

A oposição, por seu lado, diz ter nascido uma nova esperança para livrar o continente do comunismo.

"A Bolívia vai ser a esperança da América Latina para que o comunismo se vá e a região tenha liberdade e democracia. Nós, bolivianos, vamos tomar conta do combate para que a Venezuela restaure a sua dignidade tal como o resto dos países que foram humilhados", diz Luís Fernando Camacho

.Na sequência da demissão em bloco da copula governativa boliviana, registaram-se atos de violência cometidos alegadamente por apoiantes de Evo Morales.

Quanto aos mandados de detenção, nenhum alto dirigente foi sido alvo das ordens judiciais, mas registaram-se pelo menos 25 ordens de prisão contra presidentes e vogais dos diferentes tribunais eleitorais departamentais.

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