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"Pedro, o negro" volta a gerar polémica

"Pedro, o negro" volta a gerar polémica
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REUTERS/Piroschka van de Wouw
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O "rosto negro" da discórdia: como todos os anos, a personagem de Zwarte Piet - ou "Pedro, o Negro" - alimenta a polémica na Holanda. No país, muitas pessoas vestem-se com trajes renascentistas e pintam a cara de negro, para retratar o pajem que distribuir as prendas na festa holandesa de São Nicolau, ou Sinterklaas.

Um adepto diz que "Sinterklaas é uma festa para o povo e é assim que se deve manter. Zwarte Piet deve manter-se negro e isso não deve ser um assunto político, mas apenas uma festa agradável para toda a população."

Mas a comunidade negra e um número crescente de holandeses manifesta-se cada ano contra uma tradição que consideram racista.

Uma manifestante explica que o protesto em que participou "recebeu ruído" por parte dos que defendem a prática, mas acrescenta que marcou "uma posição" e que "é para isso que estão aqui" a manifestar-se.

A tradição é celebrada, cada vez mais, rodeada de importantes medidas de segurança e, quando os ânimos se exaltam, não são raros os incidentes, como os registados este ano nomeadamente em Roterdão, que levaram a várias detenções.

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