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Duque avança diálogo face aos protestos

Duque avança diálogo face aos protestos
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REUTERS/Luisa Gonzalez
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Face aos protestos, o presidente colombiano decidiu iniciar já este domingo um processo de diálogo nacional para tentar ultrapassar a crise no país.

Por três dias consecutivos, apesar da posição dura do governo de Ivan Duque, que decretou um recolher obrigatório e mobilizou uma forte presença policial nas ruas de Bogotá, milhares de colombianos sairam à rua para contestar o chefe de Estado.

Este sábado, um manifestante ficou gravemente ferido depois de ser atingido na cabeça por uma granada de atordoamento.

Uma jovem acusa a polícia de "cercar e atacar [os manifestantes] com granadas de atordoamento e gás lacrimogéneo", apesar deles "porem as mãos no ar e lhes gritarem para pararem". E acrescenta que "não querem violência".

Ainda este sábado Duque afirmou que o governo e as forças de segurança "não vão parar de aplicar todas as medidas necessárias para garantir a ordem pública no país". Mas o presidente decidiu lançar já este domingo as consultas com os "diferentes setores sociais", que só deveriam arrancar na próxima semana.

Em apenas 15 meses no poder, Duque tornou-se extremamente impopular e é criticado pelas políticas económicas, sociais e securitárias.

A Organização de Estados Americanos recordou a necessidade de respeitar a liberdade de expressão e a contestação pacífica, ao mesmo tempo que condenou os atos de vandalismo que levaram à imposição do recolher obrigatório em Bogotá.

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