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Governo francês suaviza reforma e adia entrada em vigor das novas pensões

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Governo francês suaviza reforma e adia entrada em vigor das novas pensões
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Os franceses saíram às ruas e o governo teve de suavizar a reforma do sistema de pensões e respectiva entrada em vigor.

O primeiro-ministro Édouard Philippe explicou que o chamado sistema universal deve substituir os 42 regimes especiais que existem no país e defendeu que a chamada "idade de equilíbrio" para a reforma são os 64 anos, por isso haverá um incentivo a quem deixar de trabalhar mais tarde.

"Vamos manter a idade mínima de reforma nos 62 anos, a idade legal que permite reformar-se aos 62 não se vai alterar. É um princípio de liberdade, ao qual nos queremos manter fiéis, dando a cada um a possibilidade de se aposentar aos 62, se a carreira o permitir. Mas sem forçar ninguém, vamos ter de pedir aos franceses para trabalharem até mais tarde", garantiu o chefe de governo.

O executivo defende que a chamada "idade de equilíbrio" são os 64 anos, por isso haverá um incentivo a quem deixar de trabalhar mais tarde.

O novo sistema universal de pensões em França vai abranger apenas as gerações nascidas a partir de 1975 e só terá nova formulação, através de pontos, a partir de 2025. Assim, alguém que nasceu em 1975, que estará reformado em 2037, terá um pensão composta pelos dois sistemas.

Édouard Philippe sublinhou ainda que "as mulheres serão as que mais vão ganhar com o sistema universal. Hoje sabemos que as mulheres têm as pensões mais baixas, quase metade do valor das pensões dos homens. Isto é inaceitável, mas foi assim durante muito tempo, houve mudanças mas muito lentas."

Este novo sistema por pontos tem sido criticado pelos sindicatos e é o principal motivo das greves e manifestações dos últimos dias. Os representantes dos trabalhadores não concordam com o facto do cálculo dos pontos ser controlado pelo Governo. O primeiro-ministro garantiu agora que este cálculo vai ser feito pelos parceiros sociais e controlado pela Assembleia Nacional.