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Itália reforça medidas ambientais

Itália reforça medidas ambientais
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O Governo de Itália colocou as alterações climáticas e a sustentabilidade no centro do seu programa político. Com um novo decreto, o Executivo de Giuseppe Conte promete investir em políticas económicas mais amigas do ambiente e combater a poluição por plásticos.

O novo acordo verde, no valor de 55 mil milhões de euros, visa colocar o país na vanguarda da Europa, nos próximos 15 anos.

O documento estipula, por exemplo, a atribuição de benefícios a quem utiliza os transportes públicos em detrimento dos automóveis particulares, ou a ajuda financeira aos lojistas que vendem alimentos a granel.

Nunca antes a proteção do ambiente esteve tão presente nas despesas públicas.

O ministro italiano do Ambiente, Sergio Costa, sublinha que "o primeiro artigo do decreto sobre o clima impõe que todo o planeamento económico deste Governo e dos governos que virão nos próximos anos, seja verde".

Gerar recursos para a educação, bem-estar e redução de impostos é o objetivo desta revolução verde em Itália.

No entanto, com mais de 500.000 toneladas de lixo que acabam no Mar Mediterrâneo todos os anos - combater os resíduos de plástico é o maior desafio do país.

"A medida que causa mais divisão, do novo acordo verde do Governo, é o chamado imposto de plástico. O plano original era combater a poluição pelo plástico - pedindo às empresas que paguem uma taxa de 1 euro por cada quilograma de plástico produzido, incluindo tampas, garrafas, embalagens para leite e detergentes e, em geral, nas embalagens e rótulos dos produtos. Mais recentemente, o Governo comprometeu-se em rever a medida depois de várias associações terem reclamado, argumentando que pode prejudicar o setor ao impor enormes custos aos consumidores", relata a jornalista da euronews, Georgia Orlandi.

Os italianos estão divididos. De acordo com uma sondagem recente - apenas 54% da população está a favor da medida - que fará parte do orçamento do país para 2020.

"Se for aplicado como deve - pode ser uma boa ideia, se, em vez disso, for uma forma de enganar as pessoas, então não é suficientemente convincente", desabafa um italiano.

Algumas empresas industriais e associações comerciais assinaram uma carta pedindo ao Governo que cancele a medida.

"Nada deve ser considerado final, isto é o início de uma viagem. Nos últimos 40 anos nada foi feito. Agora estamos a introduzir uma nova lei a cada três meses, acho que é uma grande conquista!", refere o ministro italiano do Ambiente, Sergio Costa.

Em linha com a Organização das Nações Unidas, Itália assumiu o compromisso de zero emissões de gases de efeito estufa, até 2050.

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