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Búlgaros perdem 2,5 anos de vidas devido à poluição

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Búlgaros perdem 2,5 anos de vidas devido à poluição
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À medida que a COP25 chega ao fim, na Bulgária o debate sobre a poluição do ar intensifica-se. Trata-se do país mais poluído da União Europeia.

Sófia acorda sob uma nuvem de poluição. Ás vezes é difícil respirar por falta de vento, há partículas de poluição presas na névoa. Em alguns locais a poluição pode ultrapassar os limites de segurança.

Os grandes causadores deste problema são os automóveis mas também o carvão e madeira queimados, no inverno, nas casas dos búlgaros, principalmente nos arredores da capital. Bairros dos tempos da era comunista:

"Atualmente, estamos a usar móveis velhos e desgastados pelo tempo. Eles são bons apenas para o aquecimento. Não gosto que contribuam para a poluição mas não temos outra opção. É um dos combustíveis mais baratos", explica Kaloyan Kostadinov, um cidadão búlgaro.

A resposta das autoridades tem sido lenta, ainda assim estão a ser implementadas novas medidas:

"Até ao final do ano 150 casas devem ter novos filtros de partículas. Também temos 6.000 pessoas que se inscreveram para trocar os seus fogões antigos por novos. Este programa começará em janeiro. Por agora há pouca adesão a essas medidas", explica a presidente da câmara de Sófia, Yordanka Fandakova.

Atualmente, mais de 50.000 residências utilizam combustíveis poluentes. As alternativas são, geralmente, muito mais caras.

"Mesmo mudar para aquecimento central ou elétrico não é a solução mais eficaz para o ambiente. Cerca de metade da energia da Bulgária é produzida em centrais a carvão. Combustível que é muito poluente e não responde aos padrões de emissões definidos pela UE", explica Damian Vodenitcharov, repórter para a euronews.

As centrais de carvão utilizam outra fonte de poluição, o dióxido de enxofre, um gás tóxico que também é responsável pela chuva ácida.

"O problema com este poluente está resolvido há muito tempo na União Europeia. Na Bulgária, no entanto, o carvão de fraca qualidade é usado não apenas no aquecimento residencial mas também em centrais energéticas. O ar búlgaro continua a ser o mais mortífero da UE", refere Meglena Antonova, da Greenpeace Bulgária.

Os búlgaros perdem 2,5 anos de suas vidas devido à poluição, segundo a Organização Mundial da Saúde.